Edgar Da Costa Maciel
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Cerca de 600 foliões acompanham o bloco Esfarrapado no Bexiga

Integrantes da Vai-vai, escola da região, também participam do desfile; bloco toca clássicos como 'Trem das 11' e 'Maloca Querida'

Edgar Da Costa Maciel, O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2015 | 13h12

SÃO PAULO - Bem antes da moda do carnaval de rua voltar com força para as ruas de São Paulo, o bloco Esfarrapado, do tradicional bairro Bexiga, já arrastava multidões durante os quatro dias de folia. Desde 1947 anima os paulistanos com as marchinhas autorais e os samba enredos históricos da escola da comunidade, a Vai-Vai.

A festa começou cedo nesta segunda-feira, 16. Desde às 10h, os foliões já começaram a se concentrar na esquina da Rua 13 de Maio com a Conselheiro Carrão. Nas tradicionais cantinas e bares do bairro, a comida italiana e o churrasco davam energia para as horas de carnaval que vinham pela frente. Cerca de 600 pessoas participam do desfile, de acordo com os organizadores.

O vice-presidente do bloco, Francisco Ascorino, de 72 anos, desfila há 50 anos nos Esfarrapados. Vestido com a tradicional cartola branca da Velha Guarda dos Esfarrapado, diz que está relembrando os tempos áureos do carnaval paulista. "Na década de 50 e 60 era lindo de se ver o povo saindo fantasiado, jogando serpentina e desfilando de carro", conta. "É como se fosse uma volta ao passado ver a rua lotada de novo,com muitos jovens pulando carnaval".

No meio da festa, muitos integrantes da escola Vai-Vai, que desfilou no último sábado, no Anhembi, com o enredo sobre a cantora Elis Regina. Depois da tensão da Avenida, o bloco serviu como uma momento relaxante antes da apuração de terça-feira. "A gente vive, come e dorme carnaval durante todo o ano. Quando passa o desfile, a nossa válvula de escape é vir para o bloco pular carnaval", conta Ronaldo Ferrara Lemes, de 56 anos, membro da diretoria da escola.

Nos badalos do sino da igreja Nossa Senhora de Achiropita, ao meio-dia, a banda do bloco começou a tocar os clássicos do samba de raiz. Arnaldo não foi esquecido e o Trem das 11  não foi perdido pelos foliões. No repertório também sobrou espaço para Maloca Querida e Coisinha Bonitinha do Pai.

No quesito fantasia, não faltou criatividade. Bob Marley, Odaliscas, Chaplin Colorado e até o Volume Morto da Cantareira marcaram presença. Morador da Vila Prudente, José Vanderlei, de 44 anos, combinou a fantasia de Águas do Cantareira com dois amigos. "A gente decidiu brincar com a realidade. Nada melhor do que o carnaval pra fazer uma crítica de forma engraçada", disse.

Às 13h, o bloco começou o desfile com três trios elétricos pelas ruas Conselheiro Carrão, Almirante Marques Leão, Uma, Rocha e Praça 14 Bis. A previsão é que o Esfarrapado termine as 17h em frente a Igreja Nossa Senhora Achiropita, na Treze de Maio.

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