Centros vão resolver até briga de vizinho

Até o fim do ano, 4 locais de mediação serão abertos pela Prefeitura para cuidar de problemas como som alto e lixo

FELIPE FRAZÃO, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2011 | 03h03

A Prefeitura vai criar um centro de mediação de conflitos como brigas entre vizinhos por causa de som alto ou lixo na rua. Até o fim do ano, os paulistanos do Campo Limpo, da Vila Mariana e do Parque Ibirapuera (todos na zona sul) e da Sé (centro) terão espaços novos para discutir a solução de seus problemas.

Os quatro primeiro centros da capital - previstos no plano de metas do governo, a Agenda 2012 - funcionarão em bases da Guarda Civil Metropolitana (GCM). Até o fim da gestão Gilberto Kassab (PSD), em 2012, a Prefeitura promete abrir centros na área das 31 subprefeituras. A intenção é evitar que discussões de vizinhança (brigas e ofensas de bar) e perturbações de sossego (som alto de festas em casa ou na rua e postos de gasolina) se tornem caso de polícia e precisem ser encaminhadas a delegacias para registro de crime.

A mediação de conflito serve para resolver, por acordo, apenas os casos que não forem criminais, explica o comandante superintendente da GCM, Dalmo Álamo. "A nossa expectativa é, agindo no começo da crise, evitar que ela se torne um crime, como um homicídio." Para os secretário de Segurança Urbana, Edson Ortega, as delegacias recebem muita gente querendo registrar problemas que não têm relevância para os boletins de ocorrência.

Os moradores poderão buscar a conciliação nos centros de mediação ou chamar o mediador para ir até o local do conflito. A solução é um acordo amigável registrado em documento. O telefone 156 da Prefeitura dará orientações.

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