Centro e zona sul ganham 8 táxis elétricos

A capital paulista recebe hoje oito táxis movidos a células elétricas. São os veículos que faltavam num pacote de dez carros oferecidos pela Prefeitura, em parceria com empresas de táxi e a AES Eletropaulo e a fabricante de carros Nissan. Mas a novidade é que começam a funcionar também cinco carregadores especiais para esses carros, que fazem a recarga completa da bateria em 30 minutos - e que, na prática, permitem que os táxis funcionem como os veículos comuns.

O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2012 | 02h02

Os carregadores antigos demoravam oito horas para a recarga completa - que dá autonomia de 160 quilômetros, dentro da quilometragem média diária dos táxis paulistanos. São cinco carregadores rápidos espalhados pela cidade. Os táxis ficarão em pontos do centro e da zona sul: quatro na Avenida Paulista, três em frente ao Teatro Municipal e três na Avenida Engenheiro Luis Carlos Berrini.

Segundo o assessor especial da frota de táxis elétricos do Departamento de Transporte Público (DTP), Ivan Whately, os testes dos dois carros que estão em funcionamento desde julho, até agora, têm dado resultados satisfatórios. O único defeito foi uma "pane seca" (na verdade, bateria descarregada) ocorrida uma única vez, por falha humana. "O motorista achou que daria para terminar uma corrida, apesar do aviso para recarregar."

Whately afirma que o custo dos carros (cerca de R$ 200 mil) ainda inviabiliza a massificação do projeto, classificado como "programa piloto" pelos técnicos. "Os ganhos são na operação e, principalmente, ambientais."

Já o presidente da Associação das Empresas de Táxi de Frota de São Paulo (Adetax), Ricardo Auriemma, diz que a vantagem desses veículos é a economia do gasto com insumos. "Você não tem de fazer troca de óleo, de correia, nem abastecer. Só precisa recarregar e verificar as pastilhas de freios. Se houvesse incentivo fiscal, com isenção de impostos para esses carros, a operação poderia ser viável um dia." / B.R.

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