Renato Vieira/Estadão
Renato Vieira/Estadão

Centro de São Paulo tem rastro de destruição após protesto

Funcionários limpam bancos e outros estabelecimentos que foram alvo de vandalismo; ao menos nove bancos foram depredados, segundo a PM

Renato Vieira, O Estado de S. Paulo

08 de outubro de 2013 | 10h16

Atualizada às 11h52

SÃO PAULO - Pouco mais de 12 horas após a ação dos Black Blocs no centro de São Paulo durante protesto de professores, quarto quarteirões da Avenida Rio Branco permanecem com rastro de destruição na manhã desta terça-feira, 8. Funcionários de bancos e de outros estabelecimentos comerciais limpam os vidros estilhaçados entre o cruzamento da Avenida Ipiranga e da Rua dos Gusmões.

A Secretaria de Segurança Pública informou que cinco pessoas continuam presas no 3.º DP (Santa Cecília) na manhã desta terça, 8. De acordo com a PM, oito pessoas ficaram feridas.

A Polícia Militar constatou depredações em ao menos nove bancos da região central, nas Avenidas Rio Branco, Duque de Caxias e Ipiranga. Veja no fim da reportagem a lista dos pontos que foram alvo de vandalismo.

 

 

Na avenida, o Estado contou três bancos que foram alvo de vandalismo, além de dois supermercados e um prédio que serve de estacionamento. Na Praça da República, as lanchonetes que foram depredadas já estão limpas, porém as fachadas permanecem sem vidros e com portões empenados. Em um banco também localizado na praça, funcionários começam a retirar os estilhaços.

 

"Estava na banca quando ouvi disparos de morteiros", disse José Torrealba, dono de banca de revistas na Praça da República.

 

Na Avenida Paulista, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) amanheceu pichado nesta terça-feira, 8. As vigas vermelhas do museu foram riscadas com tinta branca. A assessoria de imprensa do Masp afirmou durante a manhã que ainda tentava identificar outros danos ao prédio e se haveria necessidade de reforçar o esquema de segurança do local. A segurança do edifício é privada, mas há parceria com a Guarda Municipal e com a Polícia Militar.

 

Na Avenida Rio Branco, os vidros estilhaçados de agências ainda não haviam sido trocados e ainda  eram substituídos por tapumes.

 

Pontos alvos de vandalismo, no centro da cidade:

Na Avenida Rio Branco:

Banco Bradesco, no número 112

Banco Santander, 128

Banco Santander, 410

Concessionária Santo Amaro, 60,

Minimercado Extra, 212

Hotel Rio Branco, 234

Viatura da Polícia Civil

Na Avenida Duque de Caxias:

Banco Itaú, número 396

Banco Santander, 440

Banco Santander, 200

Caixa Econômica Federal, 134

Na Avenida Ipiranga:

Loja de roupas, 858

Banco Santander, 282

Banco Santander, 884

Habib's, 794

Colaborou Mônica Reolom

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