CENÁRIO: Sem animais, não se chega a novas drogas

As imagens dos beaglezinhos fofos resgatados do laboratório são de derreter o coração do mais bruto dos marmanjos - e por isso mesmo acabam obscurecendo as ideias sobre as pesquisas realizadas com animais. Mas a realidade é que essa é ainda a melhor forma de testar possíveis fármacos e vacinas para humanos. Há alternativas para etapas iniciais, como avaliar toxicidade em pele artificial ou em células humanas cultivadas em laboratório. Técnicas in vitro avançadas e modernas simulações de computador da evolução da doença e sua interação com a candidata à droga eventualmente poderão substituir as cobaias. Mas hoje ainda não se chega ao produto final sem testá-lo em animais.

Giovana Girardi - O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2013 | 02h04

Outra realidade que fica enevoada pelas paixões é a de que existem regras e protocolos para o trato das cobaias e que elas evoluíram muito nas últimas décadas, inclusive no Brasil. Em 2009, entrou enfim em vigor a chamada Lei Arouca (11.794/08), que regulamenta esse uso em pesquisas.

Ela reflete uma ideia de 1959, que demorou algumas décadas para vingar, mas funciona como o beabá do respeito aos animais na ciência. São os 3Rs, acrônimo em inglês para substituir, reduzir e refinar (replace, reduce, refine). Ou seja, buscar alternativas, reduzir o número de indivíduos usados e aprimorar os experimentos para evitar dor e sofrimento. A lei criou o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal, que credencia os órgãos de pesquisa e zela pelo cumprimento dessas regras. O Royal está regular no Concea.

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