Cenário crítico faz Sabesp ampliar bônus

Cenário crítico faz Sabesp ampliar bônus

Conselho de administração aceita desconto para quem reduzir consumo entre 10% e 20%; proposta foi apresentada por Alckmin

Bruno Ribeiro , O Estado de S. Paulo

21 de outubro de 2014 | 16h43

Atualizada às 22h32

SÃO PAULO - O conselho de administração da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) classificou como “crítica” a situação hídrica atual e aprovou nesta terça-feira, 21, novos descontos para reduzir o consumo de água. Quem gastar de 10% a 15% menos do que foi consumido na média de 12 meses, entre fevereiro do ano passado e janeiro deste ano, terá 10% de desconto na conta. Já quem reduzir de 15% a 20%, tendo como base o mesmo período, ganhará 15% de bônus. 

A proposta havia sido feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), na quinta-feira passada. Agora, as novas faixas vão valer para as 31 cidades da Grande São Paulo que já têm metas de economia e 11 cidades do interior do Estado.


Em nota enviada a investidores, a companhia informa que as mudanças no Programa de Incentivo à Redução do Consumo de Água consideram a situação crítica e “o agravamento da baixa disponibilidade de água, e a consequente necessidade de ajustar a demanda à oferta para favorecer a recomposição dos reservatórios em um menor espaço de tempo”.

Atualmente, o desconto é fixo em 30% para quem reduzir o consumo de água em ao menos 20%. Em setembro, 26% dos consumidores, de acordo com a Sabesp, baixaram o gasto, mas não atingiram a cota mínima para conseguir o bônus. Outros 49% atingiram a meta em setembro e 25% dos usuários aumentaram o gasto com água. 

Validade. As regras foram divulgadas nesta terça-feira, mas não têm data para começar a valer. A diretoria colegiada da Agência Reguladora de Água e Energia de São Paulo (Arsesp) ainda precisa avaliar e aprovar a medida.

Segundo a Sabesp, quem já vem economizando 20% continuará na faixa máxima de desconto, de 30% - na prática, quem deixa de gastar 20% recebe fatura com metade do valor. 

Em depoimento a vereadores, na semana passada, a presidente da Sabesp, Dilma Pena, avaliou que o desconto é mais eficiente do que a adoção de racionamento. “Se fosse feito (o rodízio), a água teria acabado em agosto. Você não pode dar bônus e pedir economia para quem fica 18 horas sem água.”/ COLABOROU LUCIANA COLLET

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