Cemitério do Araçá faz censo para tentar pôr fim à morte de gatos

Estima-se que cerca de cem animais tenham desaparecido nos últimos três meses; placas vão orientar os visitantes

Marici Capitelli, O Estado de S.Paulo

14 de julho de 2010 | 00h00

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realiza um censo para saber quantos gatos vivem no Cemitério do Araçá, entre Pacaembu e Pinheiros, na zona oeste da capital, e a administração do local vai instalar placas para orientar os visitantes sobre os animais que vivem ali. As medidas são uma tentativa de pôr fim à matança dos bichanos.

Até agora, foi mapeada pelo CCZ metade da área do cemitério e se chegou a 99 gatos. Em levantamento anterior, durante campanha de castração dos animais, a Zoonoses havia contabilizado 287 animais.

Todo esse trabalho é realizado porque protetoras de animais denunciam que em torno de cem gatos sumiram nos últimos três meses e dez bichos mortos foram localizados. O resultado da necropsia, que está sendo feito pela Universidade de São Paulo (USP), deve ficar pronto nos próximos dias. A partir da causa das mortes, a Prefeitura vai decidir como será a campanha para os visitantes. Um grupo de protetoras está em contato com funcionários do Serviço Funerário para sugerir os dizeres das placas.

Para as protetoras, é um mistério o que tem acontecido com os felinos, que são uma tradição no Araçá. "Acreditamos que eles estão sendo capturados. Mas como se sai com um saco de gatos e ninguém vê?", questiona a aposentada Rosely Cometti, de 63 anos, que há 6 alimenta os bichos. Segundo ela, na área onde coloca comida havia cerca de 70 gatos. Agora, restam 15. Rosely sugere aumentar a vigilância e instalar câmeras. Para o Serviço Funerário, é inviável. O delegado Celso Damasceno, da 1.ª Delegacia de Infrações do Trabalho, investiga o caso.

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