Fernando Bizerra Jr / EFE
Fernando Bizerra Jr / EFE

Cemitério da Vila Formosa abre ainda mais covas em São Paulo

Serviço foi feito com 13 máquinas escavadeiras

Pablo Pereira, O Estado de S. Paulo

18 de abril de 2020 | 11h44

SÃO PAULO - O Cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo, começou o sábado, 18, com uma dezena de máquinas escavadeiras abrindo novas sepulturas. Por volta de 9h30, as máquinas trabalhavam em uma ala do cemitério, abrindo covas, lado a lado. De acordo com fontes do Sindsep (Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo), são sepulturas preparadas para as vítimas da covid-19.

Na primeira semana de abril, o prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que a abertura de novas covas, mostradas em foto publicada pelo Estado e pelo jornal americano The Washington Post, era atividade anual normal, trabalho de antecipação por causa da temporada das chuvas. Hoje pela manhã, porém, diretores do Sindsep, que acompanharam a movimentação matinal de abertura das novas sepulturas, afirmaram que as novas sepulturas abertas na Vila Formosa são destinadas às vítimas da covid-19. Caminhões descarregaram as escavadeiras no local logo cedo e, no final da manhã, 13 máquinas abriam dezenas de covas no terreno do cemitério.

Nesta semana, a Prefeitura fez uma compra de mil gavetas isolantes para envolver caixões de vítimas do coronavírus. A gestão Covas também avalia a necessidade de aquisição de caminhões frigoróficos para abrigar corpos e evitar a criação de gargalos no Serviço Funerário Municipal. Neste mês, a Prefeitura contratou uma empresa para fornecer mão de obra terceirizada para auxiliar os coveiros da cidade, por R$ 8,9 milhões.

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