José Patrício/Estadão Conteúdo
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Celulares das vítimas 'não param de tocar', afirma delegado

Pertences das vítimas do acidente na Rodovia Mogi-Bertioga, que deixou 18 mortos e 31 feridos, estão na delegacia de São Sebastião

O Estado de S. Paulo

09 Junho 2016 | 10h08

SÃO PAULO - O delegado Fabio Pierre, da Delegacia de Bertioga, responsável pela investigação das causas do acidente na Rodovia Mogi-Bertioga, que deixou 18 estudantes mortos e outros 31 feridos, disse que, como os corpos ainda não foram identificados pelos familiares, os celulares das vítimas não param de tocar na delegacia. 

"Dezenas e dezenas de pertences das vítimas foram levados à delegacia. São bolsas, mochilas, agasalhos e celulares. Inclusive, alguns desses celulares estão tocando sem parar e a gente não sabe se são de pessoas que estão vivas ou que, infelizmente, faleceram. É uma tragédia sem precedente", disse o delegado. Até as 8h desta quinta-feira, 9, apenas um corpo havia sido reconhecido pela família  - o da estudante de Psicologia Ana Carolina da Cruz Veloso, de 21 anos.

O acidente aconteceu por volta das 22h50 desta quarta-feira, 8, no km 84 da rodovia. Segundo os bombeiros, o motorista perdeu o controle do veículo, colidiu de frente com um rochedo na pista contrária e caiu em uma ribanceira.

O ônibus levava estudantes das Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) e Brás Cubas (UBC) para São Sebastião, no litoral norte de São Paulo, onde moravam. O transporte era fornecido gratuitamente pela prefeitura da cidade. 

Ainda segundo o delegado, o ônibus ficou totalmente destruído o que pode prejudicar a perícia. "Os danos causados no ônibus dão a impressão de que houve um atentado terrorista, parece que uma bomba foi colocada dentro dele e ele implodiu. Não dá para entender como, felizmente, algumas pessoas saíram vivas daquele coletivo", disse o delegado.

De acordo com Pierre, não chovia no local do acidente. "Apesar de ser uma curva com declive acentuado, seguramente o coletivo não vinha devagar. A gente ainda não sabe precisar a velocidade, mas ele não estava devagar", disse o delegado. 

Ouça a entrevista do delegado Fabio Pierre à Rádio Estadão:

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