CDHU diz que área faz parte de projeto de reurbanização

Segundo empresa, espaço será usado para a construção de escolas, creches, UBS, praça e centro comunitário

O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2013 | 03h02

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) afirmou que as áreas que foram ocupadas entre os dias 6 e 7 de setembro são parte de um núcleo habitacional maior: o União de Vila Nova, com 908 mil metros quadrados, no Jardim Pantanal, zona leste de São Paulo.

Em nota, a CDHU informou que o local está em processo de regularização fundiária e que o espaço invadido será usado para a construção de equipamentos públicos: duas escolas, três creches, uma Unidade Básica de Saúde, uma praça, dois centros comunitários e um Ecoponto - área de descarte de lixo reciclável, objetos grandes e também entulho.

A companhia disse também que as instalações dos equipamentos já estavam previstas na área, cuja urbanização começou há cerca de dez anos.

A empresa do governo estadual informou que tentou chegar a um acordo com os moradores, mas não obteve sucesso. "Desde a invasão dessas áreas, a CDHU insistiu em negociar a desocupação voluntária, mas não obteve êxito. A reintegração, portanto, segue determinação judicial e visa a garantir a conclusão do projeto de urbanização e regularização do local", afirmou a nota.

Auxílio. De acordo com a companhia, foram colocados à disposição das famílias despejadas caminhões, carregadores, ambulância com equipe de atendimento e galpão de depósito para guardar pertences dos moradores que deixaram a área invadida. A desocupação foi realizada logo pela manhã e a demolição dos imóveis concluída na tarde de ontem.

A CDHU informou que técnicos se reuniram com representantes dos moradores das áreas invadidas e ofereceram orientação para que eles possam pleitear moradias por meio da parceria entre a Agência Estadual Casa Paulista e o Programa Minha Casa Minha Vida Entidades, do governo federal.

"Nessa parceria entre os governos estadual e federal, entidades habilitadas podem indicar suas demandas, desde que as famílias preencham os requisitos exigidos pelo programa", afirma a CDHU.

Segundo os moradores, porém, a construção das novas unidades habitacionais levaria dois anos e eles não teriam onde ficar até a conclusão das obras.

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