Catraca livre no Metrô é 'baboseira', diz Jurandir Fernandes

Secretário declarou ainda que movimento por passe livre é 'romântico' e que sindicato é 'criança entusiasmadíssima'

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

09 de junho de 2014 | 12h15

SÃO PAULO - O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou nesta segunda-feira, 9, que a proposta de catraca livre no Metrô, feita pelo Sindicato dos Metroviários, é uma "baboseira" e que o movimento por passe livre é "romântico". 

"É uma visão romântica, que na verdade, é da meninada do Movimento Passe Livre. Mas não existe almoço grátis, nada é grátis, alguém paga. Então, quando ele fala em catraca livre está dizendo que vai cobrar da Dona Maria lá do Pontal do Paranapanema, é ela que vai pagar, porque está pagando imposto", disse Fernandes no Centro de Controle Operacional (CCO) do Metrô, no centro. 

Ainda segundo o dirigente, o sindicato se assemelha "àquela criançada entusiasmadíssima" quando propõe "colocar o passe livre na maior cidade da América Latina". "Seria o auge de um orgasmo coletivo", ironizou. 

No início da manhã, Fernandes já havia afirmado que 61 grevistas haviam sido demitidos. Entre eles, funcionários que supostamente teriam estimulado as pessoas a pularem a catraca nas estações durante a greve. 

De acordo com o Metrô, 414 funcionários do turno matinal, que tem 1.198 empregados, haviam entrado para trabalhar, cerca de 35% do total. O sindicato não confirma esse dado.

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