Catedral foi último desafio para alemão

O engenheiro e arquiteto alemão Maximilian Emil Hehl enfrentou um dos maiores desafios no fim de sua vida: projetar uma nova catedral para São Paulo. A antiga igreja, de 1612, estava extremamente danificada e seria demolida, exatamente três séculos depois da inauguração.

O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2013 | 02h02

À época, Hehl era professor da Escola Politécnica e recebeu a tarefa do arcebispo Dom Duarte Leopoldo e Silva. O arquiteto projetou então uma igreja em estilo eclético, que tinha elementos de estilos distintos, como a cúpula e o arco ogival. O estilo predominante do projeto, no entanto, era o neogótico, inspirado em catedrais medievais europeias.

A Catedral da Sé é uma das maiores igrejas neogóticas do mundo. Ela tem 111 metros de comprimento, 46 de largura, duas torres com 92 metros de altura. Sua capacidade total é de 8 mil pessoas. Sua construção levou mais de 40 anos. Um dos principais motivos para o atraso foi a falta de dinheiro e a ocorrência das duas guerras mundiais, que não permitiram a importação de materiais de construção.

No dia 25 de janeiro de 1954, ainda inacabada, a catedral foi inaugurada durante as comemorações dos 400 anos da cidade de São Paulo. Hehl morreu quatro anos após o início da construção. O engenheiro Alexandre Albuquerque foi o responsável por tocar a obra até 1940 . / JULIANA DEODORO

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