Castelo fica fechada por 15 horas e PM intervém

Manifestantes reclamam de truculência da Tropa de Choque; 2 motoristas são detidos

Bruno Deiro e Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2013 | 23h27

SÃO PAULO - A Castelo Branco ficou interditada por quase 15 horas de segunda-feira, 1. O congestionamento na pista sentido interior atingiu 8 km durante a tarde. A fila de caminhões e carros ia de Itapevi a Barueri. Com guinchos, bombas de efeito moral e balas de borracha, a Polícia Militar liberou as faixas no início da noite.

Dois motoristas que se recusaram a sair com a chegada dos policiais foram detidos e levados para a Delegacia de Barueri. O delegado de plantão entendeu que não havia motivos para indiciar os motoristas e os liberou minutos depois. Eles foram multados, no entanto, segundo a Polícia Rodoviária, porque os caminhões estavam parados no acostamento.

Os manifestantes reclamaram da truculência da polícia, que deslocou a Tropa de Choque para o km 30 da rodovia, onde alguns caminhoneiros estavam parados desde as 5h30. Um grupo de dez pessoas chegou a atirar pedras nos policiais, de acordo com manifestantes. A PM informou apenas que a rodovia foi liberada às 20h30 e disse que não foram registrados incidentes graves.

Pelo menos um caminhão foi guinchado, ainda segundo os motoristas. Alguns deles disseram que serão recebidos pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) hoje de manhã. O Palácio dos Bandeirantes não confirmou a reunião. Uma nova manifestação está sendo armada para terça-feira,2.

Apesar dos avisos nos painéis eletrônicos da Marginal do Tietê e da Castelo, informando sobre o bloqueio da pista, muitos motoristas se arriscaram na estrada. Na altura do km 22, carros passavam de ré pelo acostamento para voltar à saída de Tamboré. Outros entravam no acostamento pela contramão.

"Acho que estão certos em pedir melhorias, mas o problema é atrasar a vida de tanta gente", disse Kleber França, de 25 anos, funcionário de um pet shop de Barueri, que tinha buscado um cachorro em Alphaville uma hora antes. Para evitar os bloqueios, os ônibus que ligam Sorocaba a São Paulo desviavam pela Raposo Tavares. A enfermeira Vilma Teixeira, de 34 anos, fez o percurso em três horas - o triplo do normal.

Raposo. Por volta das 20h30, a Rodovia Raposo Tavares foi bloqueada por 180 pessoas, na altura do km 100, em Sorocaba. O grupo, que protestava contra a corrupção, havia feito passeata pelas ruas de Sorocaba antes. Para evitar acidentes, a Polícia Rodoviária Estadual optou por interditar a rodovia em dois pontos e montar desvios por vias locais. Às 23h, estava liberada.

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