Casos de vício em jogo se multiplicaram em 9 anos

Nos anos em que o bingo esteve liberado, o Ambulatório de Jogo Patológico do Hospital das Clínicas, em São Paulo, viu o número de pacientes passar de 40 por ano em 1998 para 250 em 2007, quando caíram as últimas liminares no Estado que mantinham os bingos abertos. Para especialistas, agora o número deve manter-se perto dos 80 casos por ano registrados hoje.

Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

15 Dezembro 2010 | 00h00

São casos como o de Márcia (nome fictício), de 42 anos, que bateu na própria cabeça com um martelo, há sete, em uma crise de abstinência. O motivo para se agredir foi a falta de dinheiro para satisfazer o vício em caça-níqueis.

Ela calcula ter perdido R$ 150 mil com o jogo. "Por sorte, percebi que era doença e me tratei, mas antes quase morri", lembra.

Márcia não quis opinar sobre o veto à legalização dos jogos ontem pela Câmara, mas ressaltou que, para ela, seria um tormento encontrar caça-níqueis em todo lugar.

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