Caso Villela: polícia pede preventiva de delegada e outros 4

Martha Vargas, que investigou morte de ex-ministro do TSE, está entre os suspeitos do crime, ao lado da filha dele

Leandro Colon / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 de setembro de 2010 | 00h00

A Polícia Civil pediu ontem a prisão preventiva de cinco pessoas suspeitas de envolvimento na morte do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, de sua mulher, Maria Carvalho, e da empregada Francisca Nascimento da Silva. Entre os suspeitos está a delegada que primeiro investigou o crime, Martha Vargas.

Eles foram assassinados com 73 facadas, em 28 de agosto de 2009, no apartamento onde moravam, em uma quadra nobre de Brasília. O pedido da polícia atinge a filha do casal, Adriana Villela, o marido dela, João Tochetto, a delegada Martha, o policial José Augusto Alves e a vidente Rosa Maria Jaques.

Todos são suspeitos de atrapalhar as investigações. O Ministério Público dará um parecer sobre o pedido e o enviará ao juiz Fábio Francisco Esteves, do Tribunal do Júri do DF, que decidirá pela prisão ou não dos acusados.

A arquiteta Adriana Villela já havia sido presa anteriormente, mas conseguiu o direito a uma "liberdade restrita" da Justiça. Os delegados da Coordenação de Investigação de Crimes contra a Vida (Corvida), encarregados da investigação, apontam Adriana como mentora do crime. O motivo seria o patrimônio de mais de R$ 10 milhões do casal.

A Corvida não apresentou indícios consistentes para sustentar a acusação. O que se destaca no processo é a troca de acusações entre os policiais encarregados da investigação. Uma das provas seria a identificação das impressões digitais de Adriana no apartamento do casal.

Outro ponto seria sua suposta ligação com a vidente Rosa Maria Jaques, que se colocou à disposição da delegada Marta para apontar os criminosos e conduziu os policiais até três supostos suspeitos. Com dois deles, a polícia teria encontrado uma chave do apartamento dos Villela. Eles foram presos, mas as prisões foram relaxadas por falta de provas consistentes.

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