'Caso trouxe danos à reputação do país', diz diretor de agência

Morte pode prejudicar negócios de intercâmbio na Austrália; plano para atrair alunos de fora foi lançado ontem

SYDNEY, O Estado de S.Paulo

22 Março 2012 | 03h07

SYDNEY - A morte do brasileiro pode trazer danos aos negócios de intercâmbio e de turismo entre Brasil e Austrália. Em um evento político, o governador do Estado de Nova Gales do Sul (do qual Sydney é capital), Barry O'Farrell, anunciou ontem ter um plano para atrair estudantes internacionais e imigrantes qualificados.

Ao mesmo tempo, há uma preocupação quanto ao lucrativo negócio de escolas para estrangeiros no país e particularmente com o grande fluxo de estudantes brasileiros na Austrália. O diretor da agência internacional de intercâmbio Information Planet, Mauricio Pucci, responsável por trazer 1.500 estudantes brasileiros por ano a Sydney, disse que o caso "trouxe danos à reputação da Austrália no mundo". "Toda a repercussão desse caso já é muito ruim para os negócios."

Já o cônsul adjunto André Luís Costa Souza não acredita que o caso afete significantemente os cursos. "Mas desde que as investigações sejam transparentes e deixem claro o ocorrido."

Burocracia. Para incrementar o desenvolvimento econômico do Estado, o plano de O'Farrell vai acelerar o processo de extensão de vistos para estudantes estrangeiros poderem estagiar e trabalhar na Austrália após terminar seus cursos.

Há um mês, a Austrália passou a analisar eletronicamente os pedidos de visto feitos online pelos brasileiros, tornando assim mais simples a vida dos que viajam a turismo. O sistema de formulário digital já funcionava, mas era integralmente avaliado por agentes da imigração. Agora, com base em um cruzamento de dados do formulário online, que leva em conta o perfil socioeconômico do candidato e uma série de pré-requisitos, o visto pode ser concedido automaticamente por e-mail em 24 horas.

Diferentemente do processo anterior, em que era obrigatório enviar o passaporte para a Embaixada australiana em Brasília, não são mais necessários carimbos nem selos: basta imprimir o e-mail de confirmação.

Nada garante, no entanto, que o pedido seja aceito de primeira. Caso isso não ocorra, será enviada por e-mail uma lista dos documentos adicionais necessários. O grande entrave continua a ser que a análise é toda feita em Hobart, na Austrália, por oficiais de imigração que não compreendem português. Por isso, é preciso tradução juramentada dos papéis, que deverão ser escaneados e enviados por e-mail.

O turista pode ficar no país por três meses. / J.B.

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