Marcos Bezerra - Futura Press/AE
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Caso Mércia: vigia é condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão por cumplicidade no crime

Durante interrogatório, Evandro Bezerra Silva chorou diante dos jurados e disse que ‘não derramou sangue’

Camila Tuchlinski,

31 Julho 2013 | 20h33

Três anos depois do crime, o vigia Evandro Bezerra Silva, acusado de ser cúmplice de Mizael Bispo de Souza no assassinato da advogada Mércia Nakashima, foi condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão. Os jurados entenderam que o vigia auxiliou Mizael ao perseguir a vítima e dar fuga do local do crime.

O conselho de sentença acolheu as duas qualificadoras: meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Ao ler a sentença, a juíza Maria Gabriela Riscali declarou: "Apesar de não ter derramado o sangue, (Bezerra) aderiu à proposta do comparsa". A magistrada citou as quatro versões diferentes do réu oferecidas no processo.

O fato de Bezerra ter admitido que deu carona a Mizael no dia do crime, sem saber do ocorrido, não foi considerado confissão pela juíza. Por causa disso, não haverá atenuante na pena. Mizael, namorado da vítima, foi condenado a 20 anos de prisão em março.

Nesta quarta-feira, 31, durante o julgamento, o promotor Rodrigo Merli disse que a defesa cometeu um "estelionato jurídico". Durante os debates entre defesa e acusação, ele afirmou que Mércia morreu mesmo no dia 23 de maio de 2010, contrariando a tese da defesa de que a advogada foi assassinada em outra data.

Evandro confessou que deu carona para Mizael na data do crime, mas alegou que não tinha conhecimento do assassinato. Disse que era funcionário de Mizael. "A história de que ele (Evandro) não sabia é conversa fiada", disse o promotor.

 

Lágrimas

No interrogatório, Evandro chorou diante dos jurados. "Eu posso até ser condenado, mas essa culpa não vou carregar. Esse sangue não derramei, não sou bandido, não matei ninguém."

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