Caso Mércia: um ano depois, ainda sem solução

Mayara tem 24 dias. Os olhinhos puxados mostram a descendência japonesa. Seu nome, que significa "a sábia", foi escolhido indiretamente pela tia que não a verá crescer: Mércia Nakashima, morta há um ano. O acusado é o ex-namorado, o advogado e policial militar reformado Mizael Bispo de Souza, foragido. Ele nega a acusação de ser o autor do crime.

Suzane G. Frutuoso, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2011 | 00h00

Logo após a morte de Mércia, a irmã, Claudia, advogada como ela, caiu em depressão e desenvolveu gastrite nervosa. Márcio, o irmão, voltou a morar com a mãe, que se tornou hipertensa. O pai, Mário, passou meses sem sair de casa.

A família não esquece que a caçula morreu com violência: tiros no braço, mão direita e maxilar. No laudo, a causa da morte é afogamento. O corpo foi encontrado na represa de Nazaré Paulista, interior de São Paulo.

Ainda é difícil para a família entender como Mizael teve tempo de fugir. "Espero a qualquer momento a notícia de que ele foi preso. Sei que está em Guarulhos, mas há corrupção por aí", diz Janete, 54 anos, mãe de Mércia. Há um mês e meio, ele quase teria sido preso graças a uma denúncia. Conseguiu escapar, segundo Janete, com ajuda de policiais.

Os Nakashima não escondem a revolta pelo assassinato de Mércia permanecer sem solução. Mesmo com o sofrimento, ninguém quis acompanhamento psicológico. Desejam investir todo tempo possível para que a justiça se cumpra.

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