Comoção no velório do garoto Joaquim, de 3 anos
Comoção no velório do garoto Joaquim, de 3 anos

Caso Joaquim: padrasto saiu de carro com seu pai na madrugada do crime

Com as novas imagens, a polícia vai ouvir nesta tarde Guilherme Longo, principal suspeito da morte do garoto de 3 anos

Rene Moreira e Ricardo Brandt, O Estado de S. Paulo

12 Novembro 2013 | 12h46

Um vídeo feito na madrugada do último dia 5 mostra o técnico em informática Guilherme Longo saindo de casa acompanhado de seu pai, Dimas Longo. Ele é o principal suspeito de ter matado Joaquim Marques Ponte, de 3 anos. A criança desapareceu de casa, em Ribeirão Preto, na mesma madrugada e seu corpo foi encontrado no domingo, 10, no Rio Pardo, em Barretos. Com as novas imagens, a polícia vai ouvir os dois para saber onde teriam ido.

De acordo com o delegado Paulo Henrique Martins de Castro, responsável pelo caso, o primeiro a ser ouvido será Guilherme, já nesta tarde. Ele vai depor dentro do próprio local em que está preso e que é mantido em sigilo por medida de segurança. Será seu primeiro depoimento após a mudança de posicionamento da mãe, que passou a incriminá-lo.

Nas imagens obtidas pela polícia, o carro do pai do padrasto para na frente da residência, onde Joaquim morava com o casal, no Jardim Independência. Em seguida o veículo sai e retorna pouco tempo depois.

"Queremos confrontar as novas informações trazidas pela mãe sobre o ciúmes e as ameaças por causa do relacionamento", afirmou ainda o delegado, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

A psicóloga Natália Ponte, de 29 anos, declarou à polícia que o padrasto tinha ciúmes da criança e que o relacionamento entre eles estava conturbado. O delegado afirmou nesta terça-feira que a Justiça concedeu a quebra do sigilo dos telefones do casal e de parentes para saber onde eles estavam na madrugada do dia 5 e com quem eles conversaram.

O corpo de Joaquim foi encontrado em um rio no domingo, após seis dias de desaparecimento. A principal suspeita da polícia é uma possível superdosagem de insulina na criança, que era diabética.

Joaquim desapareceu de casa na madrugada do dia 5. O casal contou inicialmente para a polícia que eles estavam na residência onde moram há quatro meses e que ela foi dormir. O padrasto teria colocado a criança na cama por volta da meia-noite e saiu para comprar cocaína, ficou fora cerca de 40 minutos, não encontrou a droga e voltou para casa.

Rio. O corpo do menino foi encontrado boiando no Rio Pardo, em Barretos. Exame feito pelo Instituto Médico-Legal (IML) de Barretos comprovou que o corpo foi jogado no rio já sem vida, pois não havia água nos pulmões.

Um cão farejador da polícia identificou rastros do padrasto e da criança em um trajeto de sua casa até um ponto na beira do Rio Pardo, onde a polícia acredita que Joaquim tenha sido jogado. Imagens de duas câmeras de segurança obtidas pela polícia, e mantidas em sigilo, mostram sem identificar uma pessoa passando pelo local com um pano escuro e voltando sem nada.

Natália e Guilherme estão em prisão temporária, decretada desde domingo. O advogado de Longo, Antonio Carlos de Oliveira, esteve nesta terça na delegacia para obter cópia do inquérito.

A residência do casal amanheceu pichada em Ribeirão Preto. Também havia vários cartazes lembrando o garoto e pedindo justiça.

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