Prisão. De 31 para 30 anos; pena de madastra ficou igual
Prisão. De 31 para 30 anos; pena de madastra ficou igual

Caso Isabella: pena de Nardoni diminui 1 ano

Para Justiça, houve ''erro de cálculo'' na condenação do pai da menina a 31 anos de prisão; sentença de 26 anos para a madrasta foi mantida

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

04 de maio de 2011 | 00h00

O Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo recalculou ontem a pena aplicada a Alexandre Alves Nardoni, acusado de matar a filha, Isabella, aos 5 anos. Por unanimidade, desembargadores corrigiram o tempo de prisão dele de 31 anos, 1 mês e 10 dias para 30 anos, 2 meses e 20 dias. O de Ana Carolina Jatobá, madrasta da menina, foi mantido: 26 anos e 8 meses. Eles negaram, entretanto, o pedido para que o julgamento de 2010 fosse anulado.

O casal foi condenado pelo 2.º Tribunal do Júri em março de 2010. Pai e madrasta foram acusados de, em março do ano anterior, agredir, estrangular e arremessar a menina pela janela do apartamento deles no quinto andar do prédio onde moravam, na zona norte de São Paulo.

Na manhã de ontem, magistrados da 4.ª Câmara do Tribunal de Justiça analisaram o recurso com o qual o advogado do casal, Roberto Podval, pedia um novo julgamento e a redução da pena de ambos. Ele listou 12 argumentos, entre eles o fato de não ter sido realizada simulação com base na tese da defesa, de que um bandido entrou no imóvel e matou Isabella, e o depoimento da perita Rosângela Monteiro, autora da perícia que põe o casal na cena do crime.

A procuradora Sandra Jardim, do Ministério Público, rebateu os pontos apresentados pelo advogado. "As provas são contundentes. Não precisaria de metade delas para condená-los".

O relator do caso no TJ, desembargador Luis Soares de Mello, rechaçou todas as contestações. O único ponto corrigido por Mello foi a pena de Nardoni. Segundo ele, houve um erro de cálculo. "Não é por mérito dele (Alexandre). Não mudei nenhum fato de incidência da pena. O que fiz foi um novo cálculo matemático."

O promotor Francisco Cembranelli, autor da denúncia contra o casal, também minimizou a redução. "Isso não significou nada. É irrelevante no contexto", afirmou.

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