Caso Isabella desvia a atenção de curiosos

Caso Isabella desvia a atenção de curiosos

A 6 km do Fórum de Santana, onde ocorria o depoimento de Alexandre Nardoni, o julgamento dos três policiais militares e de um comerciante acusados de matar o jornalista Luiz Carlos Barbon não despertou atenção nem indignação.

, O Estadao de S.Paulo

26 Março 2010 | 00h00

Diferentemente dos protestos e dos holofotes da mídia que o casal Nardoni enfrenta desde segunda-feira, os réus do interior receberam no Fórum da Barra Funda uma recepção calorosa de cerca de 120 pessoas, entre parentes, amigos, advogados, policiais e até de funcionários da prefeitura de Porto Ferreira, localizada a 224 km da capital. Três ônibus trouxeram o grupo do interior. Amigos dos réus se acomodaram com malas nos corredores do Fórum e prometiam passar a madrugada "orando para iluminar as testemunhas".

Mães dos policiais seguravam terços e rezavam. "Vocês deveriam investigar melhor quem era o jornalista. Ele cresceu demais em pouco tempo", disse ao Estado Fioravante Malema, advogado de um dos PMs e presidente do Conselho Tutelar de Porto Ferreira.

Questionado sobre o envolvimento de vereadores e policiais com menores, Malema disse ter acompanhado nos últimos anos a situação das meninas aliciadas. "Algumas se recuperaram e constituíram família. Outras realmente se perderam na vida", declarou.

O promotor Andre Luiz Bogado da Cunha acha que a defesa foi acuada pelos depoimentos da viúva e da testemunha do crime. "A perícia é a prova técnica do crime e é isso que queremos colocar aos jurados." /D.Z.

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