Caso Eloá: mãe de Nayara diz que não pensa em indenização

Andréia afirma que eles só vão pensar em indenização caso fique provado alguma irregularidade no caso

SÃO PAULO,

24 de outubro de 2008 | 10h34

Andréia Rodrigues Araújo, mãe de Nayara Rodrigues da Silva, afirmou na manhã desta sexta-feira, 24, que não pensa em pedir indenização ao Estado por conta dos policiais militares terem permitido que sua filha voltasse ao cativeiro onde Lindemberg Alves, de 22 anos, mantinha Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, refém. "A gente não pensa em indenização nenhuma. Quero minha vida de volta, quero que minha filha tenha sua vida de volta", disse, em entrevista ao programa Mais Você, da Rede Globo.   Veja também: Depoimento de Nayara traz 3ª contradição do Gate sobre o caso Leia a íntegra do depoimento de Nayara Lindemberg ficou chocado ao saber da morte de Eloá Equipe do Gate pode ter se confundido com tiro, admite coronel Perguntas e respostas sobre o caso Eloá  Especial: 100 horas de tragédia no ABC   Mãe de Eloá diz que perdoa Lindemberg  Imagens da negociação com Lindemberg I  Imagens da negociação com Lindemberg II  Especialistas falam sobre o seqüestro no ABC Galeria de fotos com imagens do seqüestro  Todas as notícias sobre o caso Eloá            A mãe de Nayara afirmou que a família só vai pensar em indenização caso "mais para frente seja provado algo". De acordo com Andréia, a família não tem o que reclamar da atuação da polícia durante o seqüestro. "A gente teve todo o apoio deles, fomos muito bem tratados, vimos a tensão da situação", disse. Quanto à volta da menina ao cativeiro a mãe disse que ainda não avaliou o que ocorreu. "Está tudo muito conturbado, não chegamos a sentar para conversar sobre tudo isso", disse.   Em seu depoimento à polícia, ela afirmou que os policiais que comandaram as negociações com Lindemberg em momento algum pediram autorização para a menina voltar ao apartamento para convencer o seqüestrador a se render. Segundo ela afirmou à polícia, ela só foi informada que Nayara voltaria à base da PM no local para tentar negociar a rendição de Lindemberg e que os contatos seriam feitos por telefone.   Na entrevista na manhã desta sexta, Andréia contou que a adolescente relatou à família que enquanto falava ao telefone com o Lindemberg, tentando negociar a libertação da amiga, o seqüestrador a atraiu de volta ao apartamento. "Ela disse que ele ficava falando que não a estava vendo, pedindo para ela chegar mais perto. Sobe mais um pouco, a Eloá quer te ver. Aí ela subiu, ele abriu a porta e ela entrou". Depois do fim do seqüestro, a jovem reconheceu o risco. "Ela mesma reconheceu, falou que tinha acreditado nele, que ele tinha enganado ela".

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