Caso de Mairiporã: vítima não reagiu, diz legista

Especialista confirmou à polícia que morte foi causada por um corte profundo no pescoço da vítima

O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2012 | 03h05

A dona de casa Geralda Lúcia Ferraz Guabiraba, de 54 anos, não esboçou qualquer reação antes de ser assassinada na Pedra da Macumba, em Mairiporã, Grande São Paulo. A informação foi repassada ontem à delegada Cláudia Patrícia Dálvia pelo médico-legista responsável pelo exame necroscópico.

"A vítima não apresenta sinais de que tentou se defender", disse a delegada. O legista adiantou que o corte profundo no pescoço de Geralda causou a morte. Segundo Cláudia, o laudo será entregue na segunda-feira.

Até ontem, a polícia havia tomado o depoimento de nove pessoas, entre parentes e amigos da dona de casa. A investigação está concentrada em apurar se a morte de Geralda está ligada a um ritual. Um pai de santo foi ouvido informalmente ontem pela polícia, pois a delegada queria saber "se arrancar a pele e os olhos tem algum significado em ritual" de magia.

Segundo Cláudia, o pai de santo se limitou a dizer que os rituais da religião conhecida como quimbanda costumam "pegar muito pesado".

Ontem, a delegada contou ter encontrado um especialista em magia negra, mas não informou quando o ouvirá. A delegada quer levantar outros casos no Estado de São Paulo, nos quais as vítimas tiveram olhos e pele do rosto arrancados. / GIO MENDES

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