Caso Bruno: polícia acha sangue em sítio

Vestígios estavam em colchão de quarto onde Eliza Samudio teria sido mantida em cárcere privado e serão submetidos a teste de DNA

Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2010 | 00h00

Uma busca da Polícia Civil localizou vestígios de sangue humano em um quarto na residência do sítio do goleiro Bruno Fernandes no Condomínio Turmalina, em Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. O cômodo foi apontado pelo primo do goleiro Sérgio Rosa Sales como um dos locais em que Eliza Samudio foi mantida em cativeiro antes de ser executada. O suposto sangue foi localizado em um colchão.

De acordo com a delegada Alessandra Wilke, peritos encontraram também fios de cabelo na casa. O material recolhido passará por análise e exame de DNA, que poderá comprovar se são da ex-amante de Bruno. Sérgio, que tem colaborado com a investigação, acompanhou a nova vistoria no sítio, iniciada na terça-feira.

Diante da dificuldade de localização dos restos mortais, os delegados trabalham com a hipótese de que o corpo tenha sido queimado. Para avançar na investigação, a polícia poderá oferecer o benefício da delação premiada para Sérgio e para o jovem J.

Habeas corpus. O advogado Marco Antônio Siqueira protocolou ontem um pedido de relaxamento da prisão temporária de Sérgio. O advogado Ércio Quaresma, que representa Bruno e outros cinco suspeitos, disse que provavelmente hoje entrará com um pedido de habeas corpus em favor do goleiro.

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