Caso Bruno: pai oferece recompensa

Luiz Samudio pede que testemunhas ''saiam da moita'' e promete R$ 5 mil a quem der informações; para polícia, só goleiro é suspeito

Fabiula Wurmeister, Especial Para o Estado, Tiago Dantas, Pedro Dantas e Eduardo Kattah, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2010 | 00h00

Pai de Eliza, ex-namorada do goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, Luiz Carlos Samudio ofereceu ontem uma recompensa de R$ 5 mil a quem der informações sobre o paradeiro da jovem. Já o jogador participou pela manhã de um treino fechado no Centro de Treinamento Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na zona oeste do Rio.

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Ele está afastado da intertemporada que o time realiza em Itu, no interior paulista, até que a suposta participação no desaparecimento da ex-namorada, com quem teria um filho de 4 meses, seja esclarecida. "Há testemunhas e elas precisam sair da moita", afirmou Samudio, ontem, para justificar o pagamento de uma recompensa por informações.

A polícia mineira ainda tenta reconstituir os dias de Eliza em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), antes de seu desaparecimento, no início de junho. Uma das hipóteses é de que a jovem tenha sido morta no dia 10. Ela tentava provar na Justiça que o goleiro é pai do menino de 4 meses. A polícia considera o jogador o único suspeito do caso. "Minha lista de suspeitos tem um único nome: Bruno", afirmou ontem o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações. Como o corpo de Eliza não foi encontrado, o caso está sendo tratado como "desaparecimento com indícios de provável homicídio", segundo Wagner Pinto, chefe da Divisão de Crimes contra a Vida da polícia mineira.

Duas testemunhas prestaram depoimento ontem na Delegacia de Homicídios de Contagem. Uma moradora do Condomínio Turmalina, em Esmeraldas, afirmou que viu Bruno, Eliza e um bebê no sítio do goleiro. A mulher, no entanto, não lembra a data em que isso aconteceu. A presença dos três no imóvel já havia sido citada por um amigo do goleiro que falou anteontem com os investigadores.

Pagamento. A outra testemunha afirmou que ouviu duas pessoas comentarem que o jogador teria pago R$ 70 mil para sumirem com o corpo da estudante. A conversa teria ocorrido em um bar de Ribeirão das Neves, cidade vizinha, onde Bruno passou a infância e a adolescência. Uma denúncia anônima levou investigadores a um local conhecido como Mata das Abóboras, em Contagem. Nada foi localizado. "Não descartamos nada. Temos de investigar e comprovar", afirmou o delegado Pinto. O policial disse, ainda, que Eliza pode ter sido mantida em cárcere privado. Para a polícia, os sequestradores teriam coagido a jovem a ligar para amigas no dia 9 e dizer que estava bem.

Laudos. Dentro de 20 dias, a polícia deve saber se o material encontrado no carro e no sítio de Bruno é sangue humano. Ontem, o caseiro do sítio em Esmeraldas registrou ocorrência sobre furto de caixas de som e objetos pessoais do local.

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