Caso Bruno: depoimento de colega de cela complica situação de Bola

Segundo Jailton da Silva, Bola revelou ter matado Eliza Samudio

Aline Reskalla ESPECIAL PARA O ESTADO CONTAGEM,

23 Abril 2013 | 22h30

Colega de cela do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, Jailson da Silva reafirmou nesta terça-feira, 23, ao júri de Contagem ter ouvido do réu que executou Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes. Segundo a testemunha, o ex-policial, “que assistia direto o noticiário sobre o caso na cela”, revelou a ele ter matado a jovem, queimado seu corpo junto a pneus e jogado as cinzas em uma lagoa. O depoimento do detento, arrolado pelo Ministério Público, durou quatro horas, uma vez que a defesa manteve a estratégia de prolongar ao máximo os interrogatórios. Para o assistente da acusação, José Arteiro, a defesa se derruba à medida que aprofunda questões. O julgamento será retomado às 9h desta quarta-feira.

Outro depoimento que complicou Bola foi o do delegado-corregedor Renato Teixeira. Ele havia sido dispensado pelos defensores, mas acabou interrogado pelos jurados. Indagado pelo promotor Henry Vasconcellos se sabia quem é Bola, o corregedor afirmou que ele consta como réu em inquérito que apura o desaparecimento de dois homens na região de Vespasiano. Segundo ele, testemunhas relataram que as vítimas foram vistas pela última vez nas proximidades do sítio de Bola

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