Casas noturnas são lacradas em todo o País

Manaus interdita metade dos estabelecimentos; no interior paulista, São José do Rio Preto fecha até teatro municipal

O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2013 | 02h06

A fiscalização de casas noturnas País afora está mais rígida desde a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Em Manaus, mais da metade das casas de show foi interditada entre segunda-feira e ontem. Salvador iniciou mutirão para o carnaval, Ilhéus suspendeu o alvará de todas as suas casas noturnas e Fortaleza fechou quatro grandes espaços para shows. No interior paulista, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto e Franca se mobilizaram.

Das 98 casas noturnas de Manaus, 52 foram lacradas e só poderão retomar as atividades quando regularizarem pendências administrativas. A Kabanas, que comporta um público de 5 mil pessoas, foi fechada por não ter o certificado da Secretaria de Meio Ambiente. O estabelecimento diz aguardar a emissão do documento há mais de seis meses. Treze locais foram interditados ontem na capital amazonense.

Em Salvador, a prefeitura iniciou anteontem um mutirão de inspeções nas casas noturnas e nas instalações que servirão de camarotes durante o carnaval. Uma das mais famosas danceterias da cidade, a Borracharia, que funcionava de fato como uma borracharia durante o dia, foi lacrada por não ter alvará para abrigar eventos. No litoral sul baiano, a prefeitura de Ilhéus decretou a suspensão dos alvarás de funcionamento de todas as casas noturnas e de eventos da cidade. Segundo o prefeito Jabes Ribeiro (PP), o decreto, assinado na segunda-feira, tem o objetivo de corrigir irregularidades nas autorizações. "(Os alvarás) foram expedidos sem a comprovação do laudo de vistoria técnica emitido pelos bombeiros", diz o texto do decreto, que ainda determina a realização de novas vistorias nos estabelecimentos.

Em Fortaleza, as casas de show Terraço Brasil, Meet, Kukukaya e L4 foram fechadas pelo Corpo de Bombeiros na tarde de ontem por não oferecer nem sequer 30% de condições de segurança exigidas - como extintores e saídas de incêndio. Outras dez casas foram notificadas e têm 72 horas para regularizar equipamentos de segurança.

Interior paulista. A Prefeitura de São José do Rio Preto interditou preventivamente, por falta de segurança, o Teatro Municipal Paulo Moura, o terceiro maior do interior paulista, com capacidade para 950 pessoas e considerado um dos mais modernos do Estado.

O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) decidiu proibir peças no local até que equipamentos de segurança contra incêndio sejam instalados no complexo de prédios antigos e tombados - onde está instalado o teatro. O Ministério Público determinou abertura de inquérito para saber por que o local funcionava sem atender os requisitos de segurança.

A prefeitura de Ribeirão Preto deve iniciar hoje uma varredura para verificar as condições das casas noturnas da cidade. A administração acredita que em torno de 40% dos estabelecimentos de pequeno e médio porte estejam irregulares.

Em Franca, uma ação pedida pelo Ministério Público Estadual conduzida desde o fim de 2011, detectou 43 irregularidades em casas de shows. Foram notificados a prestar esclarecimentos boates, bares, salões de festas, clubes e ainda pessoas responsáveis por realizar eventos em espaços abertos. / RENATA MAGNENTI, LAURENTINO BRAGA, CHICO SIQUEIRA, RENE MOREIRA, ESPECIAIS PARA O ESTADO, TIAGO DÉCIMO e MARCELO PORTELA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.