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Casarão pertenceu a investidor que ajudou a 'abrir' a Paulista

O número 1.106 da Avenida Paulista hoje abriga um moderno prédio comercial - endereço de escritório de advocacia, firma de engenharia, banco e seguradora, entre outras empresas. A primeira construção no local, entretanto, foi a residência de José Borges de Figueiredo.

Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2011 | 03h05

Nascido em Portugal, Figueiredo atuou como investidor. Para a construção da Avenida Paulista, em 1891, foi um dos sócios do engenheiro Joaquim Eugênio de Lima - ajudou na aquisição de chácaras na região, para que a via passasse. Em um desses terrenos, mandou erguer, em 1897, sua residência. A casa foi projetada pelos arquitetos Augusto Fried (alemão, autor de ao menos mais um casarão na Avenida Paulista) e Carlos Ekman (sueco).

Figueiredo foi um dos fundadores do Banco de São Paulo - instituição financeira que em 1973 acabou comprada pelo Banco do Estado de São Paulo (Banespa), depois privatizado. A antiga sede do banco, aliás, na Praça Antonio Prado, centro da cidade, é um dos exemplares mais representativos da linguagem art déco na arquitetura paulistana - o prédio, projetado em 1935 pelo arquiteto Álvaro de Arruda Botelho e concluído em 1938, hoje é sede da Secretaria de Estado da Juventude, Esportes e Lazer.

A Rua Borges de Figueiredo, na Mooca, leva este nome em homenagem ao investidor.

Se o casarão dele não foi preservado, ao menos a sede do banco que ele ajudou a fundar não corre risco de desaparecer - o imóvel é tombado pelos órgãos de proteção ao patrimônio.

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