JOVECI C. DE FREITAS/AE
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Casarão histórico da Vila Guilherme será convertido em centro cultural

Obras começaram em outubro e devem durar três meses; há divergências entre ocupantes do prédio e associação dos moradores

O Estado de S. Paulo

13 Novembro 2015 | 20h36

Um dos prédios mais importantes para a história da Vila Guilherme está na Praça Oscar da Silva, na confluência das ruas Maria Cândida e Cássio de Almeida. No local surgiu, em 1927, a primeira escola da Vila, erguida por Guilherme Praun da Silva, fundador do bairro. Chamava-se Grupo Escolar da Vila Guilherme e depois o nome mudou para Grupo Escolar Afrânio Peixoto.

Tombado pelo Departamento do Patrimônio Histórico, o ‘casarão’ de aspecto rústico chegou a ser utilizado como sede pela subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme até 2005. Depois foi abandonado. Há três anos, o prédio foi ocupado por artistas em protesto ao abandono e ao risco de ser convertido em algo que o descaracterizasse da importância histórica e cultural.

Obras. No dia 16 do mês passado, a Prefeitura de São Paulo deu início a obras no prédio. O investimento de quase um milhão e meio de reais veio a título de serviços de manutenção e reparos preventivos, já que, por ser tombada, não é permitido reformar a edificação. A ideia é deixar o ‘casarão’ seguro para receber um centro cultural, segundo Michel Michel Wiazowski Rocha, da Associação dos Moradores e Amigos de Vila Guilherme. “Nós brigamos por essa casa de cultura há dez anos, desde a gestão da Marta (Suplicy)”, explica.

Wiasowski conta que os artistas que ocuparam o espaço há alguns anos também queriam que o local fosse convertido em um centro cultural. “Mas eles acabaram fazendo isso só para eles. Espantaram todas as outras pessoas. Quem frequenta lá são só as pessoas da turma deles. Não é aberto”, diz Rocha.

A reportagem não localizou nenhum dos artistas no interior do ‘casarão’. Com o início das manutenções o prédio precisou ser esvaziado, mas, de acordo com Rocha e trabalhadores da obra, algumas pessoas do grupo continuam pulando o muro do local para dormir e promover atividades no prédio, como aulas de capoeira.

As obras têm prazo de noventa dias para conclusão. Dia 13 de janeiro está prevista a entrega. Até lá, a ideia para se criar um centro cultural na Vila Guilherme vai depender da convergência entre os dois projetos: o dos artistas e o da associação dos moradores.

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