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Casarão foi local de decisões sobre a história de São Paulo

Chamava-se Villa Fortunata. Entre 1913 e 1968, o casarão no número 1.853 da Avenida Paulista foi residência do advogado e escritor paulistano René Thiollier (1882-1968), um dos mecenas da Semana de Arte Moderna de 1922. A casa, projetada por Augusto Freid, foi erguida para seu pai, Alexandre, em 1903.

Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2011 | 03h04

No imóvel ocorreram reuniões importantes para a história da sociedade paulistana no século 20. Foi ali que os intelectuais decidiram participar da Revolução Constitucionalista de 1932. A ideia do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) também surgiu no casarão.

Demolida há 39 anos, a casa deu lugar a um imenso terreno baldio na esquina entre a Paulista e a Alameda Ministro Rocha Azevedo. Até que a Prefeitura resolveu transformar a área, de 5,4 mil metros quadrados, em um parque - "espaço de respiro e contemplação" para o paulistano fugir do movimento da efervescente avenida, conforme se divulgou na época.

A área verde foi inaugurada em 25 de janeiro de 2010. Não sem antes protagonizar uma polêmica que se arrastou por mais de um ano. Moradores da região se irritaram com o nome do parque - batizado, por decreto da Prefeitura, de Parque Mário Covas, em homenagem ao ex-governador, morto em 2001. Um movimento surgiu pedindo que o espaço recordasse o residente ilustre, Thiollier.

Não teve jeito. Os moradores perderam essa queda de braço. A não ser que haja uma mudança nos próximos anos, a memória de Thiollier ficará apenas nos livros de História.

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