Casal suspeito de estelionato é preso em hipermercado na zona leste da capital

Clientes levantaram suspeita após passarem no caixa com diversos computadores, entre eles vários iPads

Ricardo Valota, do estadão.com.br,

24 de março de 2012 | 03h55

SÃO PAULO - Um casal foi detido, por volta das 21h30 de sexta-feira, 23, pela Polícia Militar, no estacionamento do hipermercado Extra, localizado na altura do nº 6.818 da Avenida São Miguel, na Vila Norma, região de Ermelino Matarazzo, zona leste.

 

Uma loira e dois rapazes levantaram suspeita nos funcionários ao passarem pelo caixa com oito tablets, entre eles iPads, e outros computadores para serem pagos em um único cartão de crédito. Após a compra, o trio deixou a loja, mas foi abordado no estacionamento por policiais militares, acionados pelos funcionários do hipermercado. Um dos rapazes conseguiu escapar, mas o outro e a loira foram dominados.

 

No carro dos suspeitos não havia armas nem drogas, porém os policiais encontraram seis máquinas de clonagem de cartão, diversos cartões de débito e crédito possivelmente clonados, máquinas de débito e crédito, R$ 8.048,00, cheques em branco, joias, bebidas energéticas e alcoólicas, roupas e calçados em bagagem com etiqueta do aeroporto de Curitiba (PR) e outros objetos.

 

Até as 3h30 desta madrugada de sábado, 24, nenhum funcionário ou representante do hipermercado havia comparecido na delegacia. Caso ninguém apareça, o casal entra é liberado e entra em boletim de ocorrência apenas como averiguado; e os objetos são considerados suspeitos. O inquérito terá andamento e, dependendo do que a polícia apurar com testemunhas e funcionários do Extra, o casal poderá ter a prisão preventiva decretada.

 

Por enquanto, segundo os policiais do 24º Distrito Policial, de Ermelino Matarazzo, onde o caso foi registrado, não há nenhum indício de que a mulher detida na noite desta sexta-feira, 23, tenha ligação com a "gangue das loiras" que teria realizado mais 50 sequestros relâmpagos desde 2008 na capital e na Grande São Paulo.

 

Na quinta-feira, 22, a polícia prendeu na Praia Grande, litoral sul de São Paulo, Wagner Gonçalves de Oliveira, acusado de liderar a gangue, e mulher dele, a única morena do grupo. A primeira integrante a ser presa, no último dia16, foi Carina Geremias Vendramini, de 25 anos.

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