Casal é suspeito de raptar filhos dos casamentos anteriores

A balconista Cláudia Matame e o vendedor Adão Correia de Brito aproveitaram visita que faziam aos filhos da primeira união e teriam desaparecido com as crianças, de 9 e 7 anos, segundo a polícia

Chico Siqueira, O Estado de S. Paulo

16 Julho 2014 | 16h31

MARÍLIA - A Polícia Civil de Marília, no interior de São Paulo, procura um casal de namorados que fugiu levando os filhos de seus casamentos anteriores após a visita de final de semana. O caso está sendo apurado como subtração de incapaz (quando um menor de 18 anos é retirado de quem tem a guarda legal).

A balconista Cláudia Matame e o vendedor Adão Correia de Brito fugiram com um menino de 9 anos, filho de Cláudia com Kolto Tokio Saito e uma menina de 7, filha de Brito com Elen Rodrigues de Oliveira.

Saito e Elen se conheceram na delegacia, na segunda-feira, 14, quando foram fazer boletim de ocorrência sobre o desaparecimento dos filhos. Ambos têm a guarda das crianças, que, por decisão judicial, deveriam ter sido devolvidas por Brito e Cláudia na noite de domingo, 13.

"Estamos desesperados, pois ninguém sabe o paradeiro deles. As casas dos dois estão vazias e os parentes dizem que não sabem onde eles estão", contou Saito, que, além do menino desaparecido tem outros dois filhos, Flávia, de 19 anos, e Tiago, de 14. "Meus filhos estão tristes porque gostam do irmãozinho e sentem a falta dele", afirmou Saito. "Estamos acostumados a encontrar com ele aqui. Agora a gente vê as coisinhas dele, sente o cheirinho, mas ele não está mais aqui", disse Flávia, lamentando a falta do irmão mais novo.

A menina de 7 anos é filha única de Elen. "Estou apavorada porque não sei o que o pai dela é capaz", afirmou. A mãe contou que Brito já tinha subtraído ilegalmente a filha no ano passado, ficando escondido com ela por dois meses, em São Bernardo Campo. O casal tinha a guarda compartilhada, mas Brito desrespeitou o acordo e fugiu com a criança.

"Só descobrimos o paradeiro da minha filha porque ele a matriculou em uma escola de São Bernardo", contou. Na volta, Brito perdeu a guarda compartilhada, mas podia visitar a menina em fins de semana e pernoitar com a filha uma vez a cada dois meses. A data para pernoite seria o último fim de semana de julho, mas Brito não esperou e fugiu antes.

Investigação. Saito e Elen dizem acreditar que a fuga com as crianças estava programada com antecedência. Justiça de Marília expediu mandados de busca e apreensão para tentar localizar o casal e as crianças. Foram feitas buscas nas casas e apartamentos do casal e também em residências de parentes, mas até a tarde desta quarta-feira, 16, não havia pistas da localização de Brito e Cláudia e das crianças.

Para a polícia, o crime foi planejado com antecedência, pois o casal não ia mais ao trabalho, não atendia ao telefone e não era encontrado em casa desde a semana passada. 

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