Casal é condenado por morte de criança em Ribeirão Preto

Juntas, as penas para mãe e padrasto de menina de 1 ano e 9 meses que foi espancada chegam a quase 150 anos de prisão 

Rene Moreira, Especial para O Estado

01 de outubro de 2014 | 12h59

FRANCA - Em julgamento que demorou mais de 13 horas e terminou somente no final da noite desta terça-feira, 30, mãe e padrasto de uma menina foram condenados por sua morte em 2010, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. A criança, de 1 ano e 9 meses, teria sido espancada pelo padrasto André Fiúza Marçal, que pegou 83 anos e 10 meses de prisão em regime fechado.

A mãe, Jacqueline Cristina Pereira, foi condenada a 64 anos e seis meses de reclusão porque, entre outras situações, teria sido omissa no trato com a filha, Kamilly Vitória Pereira. O padrasto respondeu por homicídio triplamente qualificado e ainda estupro de vulnerável. O advogado de ambos já informou que recorrerá da sentença. 

Na denúncia apresentada pelo Ministério Público, o padrasto teria torturado e abusado da criança, ocasionando sua morte. Já a mãe teria sido passiva diante da situação, mas ela nega todas as acusações e se defende dizendo que também sofria violência por parte do companheiro. Ele, por sua vez, nega qualquer violência sexual e até admite ter agredido a criança, mas sem gravidade.

Joaquim. O julgamento envolvendo a menina Kamilly Vitória Pereira lembra o caso de Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, morto em novembro do ano passado também em Ribeirão Preto. Até o promotor Marcus Túlio Nicolino e o advogado de defesa, Antônio Carlos Oliveira, são os mesmos.

Joaquim teria sido morto pelo padrasto com uma dose excessiva de insulina e em seguida teria sido jogado no rio. O acusado, Guilherme Longo, nega o crime. Porém, também responde por homicídio triplamente qualificado. Enquanto que a mãe da criança, Natália Ponte, é citada por omissão. Nesse caso, o julgamento está na fase final de audiências.

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