Casal diz que perdeu R$ 15 mil em golpe aplicado por ciganos

Vítimas foram abordadas na porta do Metrô Jabaquara, na zona sul da cidade

Camilla Haddad - Jornal da Tarde,

27 de setembro de 2012 | 19h19

SÃO PAULO - Uma estudante de 21 anos e um administrador de empresas de 29 anos procuraram a Polícia Civil nesta quarta-feira, 26, para registrar que foram vítimas de um golpe aplicado por um casal de ciganos no bairro do Jabaquara, na zona sul de São Paulo.

De acordo com as vítimas, no começo do mês passado, Rosana Lira, de 28, e o marido dela, Ricardo Michel, de 35, estavam na porta do Metrô Jabaquara parando algumas pessoas que passavam pelo local oferecendo consultas espirituais. Quando foi a vez da estudante e do companheiro, Rosana teria se colocado na frente dos dois e dito que ambos precisavam de ajuda, pois pareciam muito "abatidos".

O casal, que segundo investigadores está realmente enfrentando uma crise conjugal, aceitou o convite e resolveu passar por uma consulta na residência de Rosana, na Avenida Miguel Stéfano. O encontrou foi realizado no dia seguinte. De acordo com o delegado do 35.º Distrito Policial (Jabaquara), Enjolras Rello de Araújo, os acusados passaram a pedir parcelas de R$ 3 mil e diversas consultas foram realizadas. "A Rosana oferecia banho de pipoca, banho de canjica e cachoeira", observou Araújo.

O policial contou ainda que após a denúncia, investigadores foram até a casa de Rosana e do marido, no mesmo bairro. Os dois foram ouvidos na delegacia mas liberados por falta do flagrante. "Estamos esperando que outras vítimas venham até a delegacia para assim poder pedir a prisão preventiva deles". Rosana e Ricardo foram liberados mas vão responder por estelionato. O advogado dos suspeitos não foi localizado.

No caso de Michel, ele também foi indicado por usurpação de função pública, já que carregava uma carteirinha de investigador particular. A polícia disse que o documento é falso. A reportagem teve acesso ao depoimento de Rosana. Ela alegou que é cigana mas negou ter cobrado ao casal por qualquer atendimento. Segundo a suspeita, ela trabalha com consultas e desfaz "trabalhos" e "amarrações" há dez anos.

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