Casal de comerciantes é acusado de ligação com PCC em Potim

Dupla teria recebido ligações de preso da penitenciária da cidade com detalhes sobre venda de drogas

Simone Menocchi, do Estadão,

15 de agosto de 2007 | 16h03

O Ministério Público apresentou nesta quarta-feira, 15, à Justiça uma denúncia envolvendo um casal de comerciantes de Taubaté, no Vale do Paraíba, e presos da penitenciária 1 da cidade de Potim, no comando do tráfico de drogas na região. A investigação foi feita pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, o Gaerco, e pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Taubaté. Os promotores concluíram que o grupo está ligado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), sendo uma das "células" que trabalha para a organização criminosa na região do Vale do Paraíba. Segundo a denúncia, o comerciante Henrique de Souza, proprietário de uma loja de autopeças no bairro Gurilândia, em Taubaté, e sua mulher, Cristina Mendes dos Santos, mantinham contatos telefônicos com o detento Marcos Julio da Costa, que está na penitenciária 1 de Potim. Nas gravações, em que há participação dos funcionários que trabalhavam na loja, há detalhes sobre a compra, venda e entrega de cocaína e de materiais para confeccionar a droga, que era recebida do Estado do Mato Grosso e enviada para o Rio de Janeiro. A droga era refinada em uma chácara, na estrada do Monjolinho, em Taubaté. As investigações começaram há cerca de seis meses. Em junho deste ano oito pessoas que trabalhavam na loja de autopeças foram presas, mas o comerciante conseguiu escapar e está foragido. A mulher do comerciante também foi detida. Neste mesmo dia a polícia localizou a chácara onde a droga era manipulada e apreendeu cerca de 11 quilos de cocaína e materiais para a mistura da droga. Mesmo presas, de dentro da cadeia, duas mulheres que participam da quadrilha continuaram a manter contato com o detento, preso em Potim. O próprio comerciante chegou a telefonar para o detento para comentar a prisão de seus funcionários, falar do prejuízo que teriam e como poderiam retomar o tráfico. Os envolvidos estão sendo denunciados por tráfico de drogas, associação ao tráfico e formação de quadrilha.

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