Casal acusado de lavar dinheiro não foi condenado, diz defesa

Processo de condenação da dupla foi anulado e, em nova sentença, o casal foi absolvido por falta de provas

Bruno Ribeiro , O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 03h00

SÃO PAULO - O advogado Adriano Salles Vanni, que defende Geralda Jorge da Silva e Marcos Paulo Vidal de Castro, argumenta que o casal acusado de lavar dinheiro do tráfico de drogas usando vans da Prefeitura nem sequer foi condenado por tráfico. “Ainda não fiz a defesa porque eles não foram citados. Mas isso é um absurdo”, diz o advogado. “Com a citação, vamos provar a inocência deles”, garante.

O casal foi condenado pela 1.ª Vara Criminal da Capital em outubro de 2007. Mas, posteriormente, o processo foi anulado e, em nova sentença, o casal foi absolvido por falta de provas. Quando foi presa, a dupla estava com meio quilo de maconha. A droga seria de um sobrinho de Geralda. “Era droga para consumo próprio e a Justiça recebeu até um laudo garantindo que o rapaz era dependente”, diz o advogado. 

Lavagem. Segundo o advogado, Geralda confirma ter emprestado sua conta para a cooperativa de vans. “Ela já prestou esse depoimento até na Polícia Federal, nem indiciada foi. Deu a conta para usarem quando o transporte coletivo era ilegal. Agora que é legal, tudo mundo passa o cartão. A conta dela foi usada para o transporte coletivo. Jamais transitou dinheiro de tráfico para a conta dela”, argumenta o defensor. O crime de sonegação relacionado ao uso da conta particular pela cooperativa, entretanto, já está prescrito, segundo Vanni.

O advogado refuta ainda a acusação de tráfico. “Não existe uma interceptação contra o Marcos. Não existe nada contra ele. Foi preso não sei por quê. A prisão preventiva foi decretada e ele foi preso. Não existe nenhuma menção a ele, a não ser feita pela polícia. Como pode ser um chefe do tráfico e não ter nenhuma denúncia contra?”, indaga o advogado. 

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