Casagrande sofre acidente de carro e está na UTI

Ex-jogador teria tomado vinho e tranqüilizantes antes do acidente; seu estado de saúde é 'regular'

Fabrício de Castro, do Jornal da Tarde,

23 de setembro de 2007 | 12h36

O ex-jogador de futebol e comentarista da Rede Globo Walter Casagrande Júnior, 44 anos, sofreu um acidente de carro na noite de sábado, 22, em São Paulo. Por volta das 22h30, o Jeep Cherokee dirigido por ele capotou na Rua Tito, na altura do número 809, na Lapa, zona oeste da cidade, e atingiu outros três automóveis que estavam estacionados. Apenas Casagrande e a namorada, que o acompanhava, ficaram feridos. De acordo com a polícia, o ex-jogador havia bebido vinho e tomado tranqüilizantes antes do acidente.  O casal foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para o Hospital das Clínicas. Na madrugada de domingo, eles foram transferidos para o Hospital Albert Einstein. Casagrande informou, segundo a polícia, que vinha utilizando tranqüilizantes em um tratamento de saúde e, no momento do acidente, estava sob o efeito de remédios. O comentarista também teria tomado uma pequena quantidade de vinho antes de usar os tranqüilizantes. Não há informações sobre a velocidade do carro na hora do acidente.  Boletim médico divulgado na manhã deste domingo, assinado pelo médico Artur Timerman, informa que Casagrande sofreu politraumatismo e alteração do nível de consciência. O ex-jogador, um dos maiores ídolos da história do Corinthians, estava até o início da noite deste domingo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Albert Einstein, inconsciente e respirando com a ajuda de aparelhos. De acordo com o hospital, ele estava sob observação e seu estado de saúde era "regular". A namorada de Casagrande, Karine Vasconcellos, estava consciente e permanecia internada no Albert Einstein. Seu diagnóstico inicial apontava para um trauma na coluna cervical, mas Karine ainda passaria por exames complementares. O hospital informou que não há previsão de alta em nenhum dos casos. Para o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), seria preciso avaliar a quantidade de vinho ingerida por Casagrande antes do acidente para conhecer os efeitos sobre ele. "Mas o álcool, por si só, já compromete a capacidade de julgamento no trânsito", acrescentou Laranjeira. Segundo Laranjeira, pessoas que fazem tratamento com tranqüilizantes não devem beber. "O álcool intensifica o efeito do tranqüilizante. A pessoa fica mais lenta, com os reflexos mais lentos", explicou. Queda de pressão Essa não é a primeira vez que Walter Casagrande Júnior, o "Casão", vai para a UTI do Albert Einstein. Em dezembro do ano passado, o ex-jogador foi internado após sentir dores fortes no peito e desmaiar na rua. Acabou ficando quatro dias no hospital.  Na época, o diagnóstico foi de queda de pressão arterial e alteração do ritmo cardíaco. Casagrande foi atendido por Artur Timerman, o mesmo médico que, neste domingo, assinou o boletim sobre seu estado de saúde. No início de 2006, o ex-jogador também chegou a se afastar do trabalho. Os motivos não foram revelados pela emissora.  Ídolo do Corinthians na década de 80, Casagrande foi um dos participantes da chamada "Democracia Corintiana", movimento político-esportivo que contou com nomes como Sócrates, Wladimir, Ataliba, Zé Maria, Zenon e Eduardo. Entre outras inovações, o grupo acabou com a concentração nas vésperas dos jogos e passou a decidir pelo voto as principais questões envolvendo o time. Veja a íntegra do boletim: O paciente Walter Casagrande deu entrada em nosso Pronto-Atendimento, na madrugada desse domingo (23/9), vítima de um acidente automobilístico, com politraumatismo e alteração do nível de consciência (desacordado).  O paciente foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permanece sob observação, ainda inconsciente e necessitando de assistência respiratória.   O estado de saúde de Walter Casagrande é regular, porém ainda não há previsão de alta. Informamos ainda que, juntamente com Walter Casagrande, estava Karine Vasconcellos, cujo diagnóstico inicial é de trauma de coluna cervical. Ela permanece internada, consciente e realizando exames complementares para um diagnóstico definitivo. Ainda não há previsão de alta.     José Henrique Germann                                         Artur Timerman    Superintendente                                             Médico responsável   Matéria ampliada às 18h26 

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