Casa Verde é a subprefeitura líder em queixa de buracos

Foram 94 reclamações em 2011, 23 a mais que a segunda colocada, a vizinha Freguesia do Ó

FELIPE TAU, O Estado de S.Paulo

02 Abril 2012 | 03h02

A Subprefeitura da Casa Verde, na zona norte de São Paulo, foi a que mais recebeu reclamações entre as 31 da capital pela presença de buracos em via pública em 2011. Conforme o relatório anual da Ouvidoria Geral da Cidade, a Casa Verde teve 94 queixas no período, 23 a mais que a subprefeitura vizinha, da Freguesia do Ó, segunda colocada no ranking.

No total, a Ouvidoria recebeu 580 reclamações sobre os buracos no ano passado, 28,7% menos que em 2010, com 813 reclamações. Nos dois anos, porém, o problema foi o quarto mais listado pela população, atrás só de iluminação pública, qualidade no atendimento e jardinagem.

No caso da Subprefeitura da Casa Verde, que inclui também os bairros da Cachoeirinha e do Limão, os buracos no asfalto foram o quesito que mais causaram descontentamento, à frente da qualidade do atendimento dado pela unidade ao moradores. No balanço da Ouvidoria, só são contabilizadas as demandas que não foram resolvidas por meio dos canais de atendimento da Prefeitura: o telefone 156 e o Serviço de Atendimento ao Cidadão na internet.

Queixas. Na Casa Verde, maior bairro da subprefeitura, a falta de recapeamento e a qualidade do serviço quando executado foram as principais críticas. "De cinco anos para cá, só piorou. O asfalto está acabado e não tem manutenção", aponta o paisagista Moacir Salomão, de 60 anos.

O critério de escolha das ruas a serem reparadas também foi questionado. "Tem vias boas sendo reformadas, enquanto outras em pior estado ficam de fora", diz Salomão. Ele cita como exemplo a Rua Soror Angélica, onde mora. "Só metade foi recapeada, não dá para entender. No restante, ficaram os paralelepípedos e os buracos. Uma hora vai ter acidente."

Na Rua Ouro Grosso, entre as Avenidas Brás Leme e Casa Verde, há um buraco de meio metro de largura por 20 centímetros de profundidade no meio de uma pista. Os motoristas são obrigados a reduzir e desviar. Sinalizado com um cone da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), estaria no local há dois meses, segundo moradores.

De acordo com o montador de estandes Edno Stoko, de 50 anos, que reside na via, os buracos aumentaram depois da restrição aos caminhões na Marginal do Tietê, no dia 5 de março. "A rua virou ainda mais uma rota alternativa", conta.

A Subprefeitura da Casa Verde e a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não comentaram os dados da Ouvidoria. Em nota, a Prefeitura afirmou que recapeou 2 mil quilômetros nas 31 subprefeituras desde 2005, ante 316 quilômetros feitos entre 1989 e 2004. Outros 1,8 mil quilômetros serão recapeados, informa. A Prefeitura registra ter tapado até 1,5 mil buracos por dia na cidade, ao custo de cerca de R$ 4,7 milhões mensais. O serviço é feito pela Superintendência das Usinas de Asfalto.

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