Casa foi construída no ponto em que havia mesa de doces

Erguido em 1905, o casarão do industrial italiano Egidio Pinotti Gamba ficava na esquina da Avenida Paulista com a atual Brigadeiro Luís Antonio. Ali, 14 anos antes, nos festejos de inauguração da Paulista, foi colocada uma mesa de doces para servir aos participantes da solenidade, conforme atesta quadro do litógrafo Jules Martin, que registrou o evento.

EDISON VEIGA, RODRIGO BURGARELLI, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2011 | 03h03

"Essa residência tirava bom partido de sua posição, com a construção de um torreão arrematado superiormente por um terraço", diz o arquiteto e historiador Benedito Lima de Toledo, em seu livro Álbum Iconográfico da Avenida Paulista (Editora Ex Libris, 1987). É desnecessário dizer que esse espaço logo se tornou um belvedere para os fotógrafos, particularmente Guilherme Gaensly."

Nascido na Itália em 1872, Gamba mudou-se para o Brasil aos 10 anos. Em São Paulo, dedicou-se ao comércio e à indústria. "A última delas é destinada à fabricação de tecidos de lã e algodão. Além disso, é responsável pela construção de um grande moinho de trigo, no bairro da Mooca", conforme relata o historiador Edgard Carone, no livro A Evolução Industrial Em São Paulo - 1889-1930 (Editora Senac, 2001).

O complexo industrial onde ficava o moinho media 49 mil m². No auge, a empresa chegou a ter cerca de mil funcionários.

Gamba foi ainda um dos fundadores da Câmara de Comércio Italiana e esteve ligado à criação na capital paulista do Hospital Humberto I e do Instituto Médio Dante Alighieri.

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