Casa dos Richthofen teria foco de dengue

Vigilância Sanitária recebeu reclamações sobre o estado do imóvel em que casal foi assassinado

Camilla Haddad, O Estado de S.Paulo

30 Março 2011 | 00h00

A Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) recebeu três reclamações sobre o estado de conservação da casa da família Von Richthofen na Rua Zacarias de Góes, no Campo Belo, zona sul. Segundo as queixas, o local virou criadouro de mosquito da dengue. O órgão disse que, por ser propriedade particular, vazia e em processo judicial, os agentes não podem entrar sem autorização ou presença do responsável.

Os dois registros foram feitos pelo telefone 156 da Prefeitura desde dezembro do ano passado. A Covisa busca uma forma de inspecionar o casarão e pediu apoio da Subprefeitura de Santo Amaro para notificar e liberar a vistoria. A advogada de Andreas - irmão de Suzane Von Richthofen e herdeiro do imóvel -, Maria Aparecida Evangelista, não respondeu aos pedidos de entrevista.

O foco estaria na piscina. Vizinhos afirmaram que a situação é preocupante, pois na rua lateral, a Pascal, uma pessoa teria contraído dengue. A região está entre as que registraram aumento dos casos da doença neste ano. Agentes da Covisa fizeram uma operação no sábado para orientar moradores a evitar o mosquito.

Os seguranças da região dizem que a casa nunca mais foi reaberta depois do crime, em novembro de 2002. O casal Manfred e Marísia foi morto pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos a mando da filha, Suzane. Os três foram condenados e estão presos. Em fevereiro, a Justiça decidiu que Suzane é "indigna" de receber a herança.

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