Casa de Ilde Maksoud é assaltada pela 2ª vez em 2 anos

Ex-mulher do empresário Henry Maksoud e dez amigas jogavam cartas quando foram dominadas; polícia prendeu ladrões

Elvis Pereira e Pedro da Rocha, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2011 | 00h00

Três ladrões interromperam anteontem o jogo de cartas promovido por Ilde Maksoud, ex-mulher do empresário Henry Maksoud, na casa dela, no Jardim América, zona sul de São Paulo. Além da senhora de 85 anos, dez idosas e três funcionários do imóvel foram amarrados e obrigados a deitar no chão. Avisados, PMs conseguiram deter os assaltantes. Foi o segundo ataque ao imóvel em 2 anos e 2 meses.

Alex Sandro Souza Domingos e Emanuel Messias de Cordeiro, ambos de 21 anos, e Mauro Roberto Chagas, de 53, chegaram à casa de Ilde, na Rua Estados Unidos, por volta das 19h30, segundo a polícia. Cordeiro e Chagas pularam o portão e entraram no quintal - o cachorro da casa estava preso. Domingos permaneceu na calçada, passando-se por um segurança.

Armados com um canivete, Cordeiro e Chagas dominaram a copeira, a cozinheira, a governanta e as 11 idosas que jogavam cartas. A dupla amarrou todos os reféns com fitas plásticas e, em seguida, passou a recolher dinheiro, celulares e joias. Mais tarde, as vítimas relataram que não receberam ameaças.

O assalto foi descoberto por um dos verdadeiros vigias da casa. Ele chegou ao local para a troca de turno e se deparou com Domingos, que, ao ser questionado por ele, respondeu: "Sou o segurança da rua". Ao perceber que o funcionário não acreditara na versão, Domingos fugiu.

Avisados pelo verdadeiro vigia, policiais da 1.ª Companhia do 7.º Batalhão da PM seguiram para a casa e encontraram Chagas saindo do local com uma mochila contendo os pertences das vítimas. Cordeiro, que utilizava o canivete, foi localizado dentro do imóvel, vigiando os reféns.

Outros PMs detiveram Domingos perto dali, na Avenida 9 de Julho, na altura do hipermercado Carrefour. Ele estava com parte do dinheiro roubado das idosas. Levado de volta à casa, Domingos foi reconhecido pelo vigia. Uma das vítimas confirmou que eram dela o relógio e o celular encontrados com Chagas. Encaminhados ao 78.º Distrito Policial (Jardins), os três acusados optaram por permanecer em silêncio durante o interrogatório. Foram presos em flagrante.

Valores. A polícia recuperou R$ 2.116 em dinheiro, celulares e joias. A Secretaria de Segurança informou que tudo foi devolvido às vítimas. Procurada ontem, Ilde Maksoud não atendeu a reportagem. Segundo um funcionário, ela estava descansando.

PARA LEMBRAR

Há 2 anos, telas foram o alvo

Ilde Maksoud voltou a ser refém de assaltantes, após dois anos. Em 2009, o alvo foram as telas O Cangaceiro e Retrato de Maria, de Cândido Portinari, Figura em Azul, de Tarsila do Amaral, e Crucificação de Jesus, de Teruz.

A primeira invasão ocorreu em 10 de maio de 2009, Dia das Mães. Com um vaso de flores nas mãos, um rapaz tocou a campainha e avisou o porteiro. "É uma entrega para a Dona Ilde Maksoud." Com a entrada autorizada, o criminoso invadiu o imóvel, sacou uma pistola e liberou o acesso para seus comparsas.

Ilde dormia e foi acordada pelos assaltantes. Eles também dominaram a nora dela e quatro funcionários. Daí em diante, reviraram a casa e recolheram as três obras, avaliadas em R$ 3,5 milhões. Eles ainda tentaram, sem sucesso, levar uma escultura de Victor Brecheret. Dois dias depois, as obras foram abandonadas na Rua da Várzea, na Barra Funda. Nenhum ladrão foi preso.

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