Cartilhas dão exemplo de língua popular

Além da conjugação de verbos, diálogos corriqueiros em consultórios, dias da semana ou estações do ano, integrantes do Mais Médicos vão receber noções sobre as variedades populares do português. Na cartilha distribuída aos profissionais, constam verbetes como "veve" (vive), "pranta" (planta) e "precurar" (procurar) e expressões como "de menor" ou "tirar", para se referir ao aborto.

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2013 | 02h06

O conteúdo da cartilha de português tem como fio condutor filmes sobre pobreza, gravidez na adolescência e políticas de saúde no País. A programação prevê, por exemplo, a exibição dos documentários Ilha das Flores, de Jorge Furtado (1989), e As Meninas, de Sandra Werneck (2006). Depois da exibição, alunos debatem sobre temas, analisam diálogos, com atenção especial para os termos coloquiais.

Textos de apoio, com informações, por exemplo, sobre o Bolsa Família, gravidez na adolescência e Sistema Único de Saúde (SUS) são intercalados com letras de música e quadrinhos. Em outra apostila, são mostradas cópias de formulários de atendimento e documentos como atestados de óbito, para que profissionais treinem o preenchimento. O material traz ainda uma série de casos para discussão e resolução em grupo. Entre eles, situações que envolvem violência doméstica e de traficantes de drogas, dependência de crack, planejamento familiar e doenças sexualmente transmissíveis.

Em uma das situações, bolsistas têm de discutir o que devem fazer quando uma agente comunitária se recusa a acompanhar o desfecho de uma paciente com sinais de depressão, cujo filho, dependente de crack, é ameaçado por traficantes.

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