Cartel deu propina para servidores, diz revista

Segundo reportagem da Isto É, investigação do MPE mostra esquema das empresas em obras do Metrô e CPTM

O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2013 | 02h06

O cartel investigado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para obras do Metrô de São Paulo funcionava mediante pagamento de propina para servidores do Estado, segundo reportagem da revista Isto É publicada na internet ontem. A reportagem cita investigação feita pelo Ministério Público Estadual (MPE) com base em relatos de funcionários da empresa Siemens, integrante do cartel que concordou em cooperar com o Cade após assinar um acordo de leniência, que a isenta de pagamento de multas.

Segundo a reportagem, desde 1998, mais de R$ 50 milhões foram desviados. A investigação cita uma outra apuração, feita na Alemanha, Suíça e Estados Unidos em 2008, em um caso que ficou conhecido, na época, como "escândalo Siemens", que revelou que a empresa pagava propina para políticos de diversos países.

Em um depoimento feito em Munique, um executivo da empresa revelou pagamentos para duas pessoas do governo paulista. O dinheiro pago pelo Estado na obra da Linha 5-Lilás era repassado para duas empresas, contratadas pela Siemens, que faziam o dinheiro sair do País e voltar, via Uruguai, para as contas dos políticos.

Boca do caixa. Em outro esquema, dos R$ 2,8 milhões pagos até junho de 2006 para serviços executados para a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), pelo menos R$ 2,1 milhões foram sacados na boca do caixa para serem distribuídos a diretores da companhia, segundo a denúncia da revista.

Os servidores ligados ao esquema incluem ainda ex-presidente e ex-diretor do Metrô e da CPTM.

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