Carta pede aval para ataque ao AfroReggae

Uma das cartas que a segurança do Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná, apreendeu com a mulher de um preso, integrante da facção Comando Vermelho, informa que depende apenas da autorização do traficante carioca Marco Antônio Pereira Firmino, o My Thor, a ordem para que seja assassinado algum integrante do AfroReggae, entidade que trabalha na recuperação de jovens envolvidos no tráfico de drogas. Segundo a correspondência, alguém do AfroReggae "estaria repassando informações importantes das organizações criminosas para órgãos de repressão do governo".

Marcelo Auler, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

A existência da ameaça consta de apreensão de cartas registradas na Delegacia Federal de Cascavel, município a 40 quilômetros de Catanduvas. Nesse registro foi informado que na carta endereçada a Márcio Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, um dos líderes do Comando Vermelho, o remetente, que assina apenas Felipe, comunicou que o CV estaria disposto a enfrentar a polícia durante "a instalação da Unidade de Polícia Pacificadora em algum morro do Rio".

Apesar de a correspondência não esclarecer o morro do confronto, o setor de inteligência do presídio interpretou que seria "possivelmente no Complexo do Alemão". As duas cartas foram encontradas na quarta-feira. A Secretaria de Segurança do Rio já foi informada e está investigando. Procurado, o coordenador do AfroReggae, José Júnior, não quis comentar o caso.

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