Carro, moto e até skate movidos a eletricidade

Veículos a bateria começam a ganhar as ruas: não exigem esforço e usam energia limpa

VALÉRIA FRANÇA, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2012 | 03h07

Hoje, Dia Mundial Sem Carro, várias cidades do mundo organizam manifestações em defesa da qualidade de vida no planeta. Em São Paulo, muitos paulistanos já investem em transportes alternativos. Carro, moto e skate movidos a eletricidade ganharam a preferência de paulistanos que não querem abrir mão do conforto nem poluir o meio ambiente.

A lojista Simone Alcântara, de 39 anos, comprou recentemente uma miniscooter, a Prima Elétrica 500, da Kasinski, cor-de-rosa. Apesar de ter um Pajero, sempre que pode sai de moto. "Minha maior aventura foi no dia em que comprei a scooter", conta Simone. "Saí da loja, que fica na Avenida Bandeirantes, em Moema (zona sul de São Paulo), e dirigi até Diadema (no ABC), onde moro. Era sábado. E até que não passei tanto apuro como imaginava. Todo mundo respeitou."

A moto chega à velocidade máxima de 35 km/h e tem autonomia de 40 km. Custa R$ 2.990. A marca tem uma versão mais potente, a Win Electra, que chega a 60 km/h e roda 80 km sem ter de recarregar. Sai por R$ 4.990.

Para quem gosta de mais emoção, a BMW desenvolveu uma potente scooter ecológica, a C Evolution, que chega a 120 km/h. Tem freios ABS e um sistema regenerativo de energia, que transforma frenagens e desacelerações em carga para a bateria. Lançado em Londres, no mês passado, o modelo ainda não desembarcou no Brasil.

Skate. O publicitário Pedro Sampaio, de 24 anos, optou por um skate elétrico. "Adoro o convencional, mas o elétrico não cansa. Parece até que estou praticando snowboard, vou só manobrando, e apertando na mão a pistola de aceleração."

Pedro costuma circular só pelos Jardins, na zona sul, para visitar amigos ou ir a bares da região. "O trânsito em São Paulo é muito intenso. Não dá para andar em ruas e avenidas muito movimentadas."

Há vários tipos de skate elétrico. O Fiik, por exemplo, tem pneus off-road, que se adaptam a qualquer terreno. Alcança quase a mesma velocidade da scooter da Simone - 30 km/h. Sai por US$ 1,6 mil. Já o nacional SK8 Tronic, da DropBoards, alcança 40 km/h (R$ 2.990).

Carro. Nos últimos quatro anos, foram emplacados 70 carros a bateria no Brasil. Muitas marcas - como Fiat, Nissan e Mitsubishi - apostam nessa tecnologia, que já é realidade, mas ainda não chegou a um preço viável de mercado. O Palio Weekend elétrico da Fiat, que começou a ser fabricado em 2008, sai por R$ 190 mil, mais que o triplo de um a gasolina. "Produzimos 50 até agora", diz Leonardo Cavaliere, supervisor do projeto Veículo Elétrico Fiat Itaipu. O carro chega a 120 km/h e tem autonomia de 60 km.

"O grande problema ainda é a bateria, que custa US$ 8 mil", explica o engenheiro cearense Elifas Gurgel, de 58 anos, do Clube do Carro Elétrico, que transformou um Gol a gasolina em elétrico. "O meu demora oito horas para recarregar. À noite ligo na tomada e vou dormir."

ONDE: KASINSKI: 0800-559044;

FIIK: FIIKSKATEBOARDS.COM;

DROPBOARDS: DROPBOARDS.COM.BR ou TEL.: (11) 3586-3767;

CLUBE DO CARRO ELÉTRICO: WWW.CLUBEDOCARROELETRICO.COM.BR

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