Carro atropela 9 pessoas em ponto de ônibus na Vila Madalena

Com exceção de uma pessoa que teve fratura exposta na perna esquerda, vítimas tiveram ferimentos leves

Álvaro Magalhães, Marcelo Valetta, William Glauber e Mariana Faraco ,

19 de dezembro de 2007 | 23h07

O motorista de um Polo preto perdeu o controle da direção, por volta de 22h30 desta quarta-feira, e invadiu um ponto de ônibus na altura do número 1.230 da Avenida Heitor Penteado, sentido Lapa, na Vila Madalena, zona oeste da capital. Nove pessoas que aguardavam seus ônibus, entre elas um casal de idosos, ficaram feridas. O motorista, Nicolas Leite Gobbi, que estava sozinho no carro, não ficou ferido. Ele foi levado ao 23º DP (Perdizes) para prestar depoimento. Segundo a polícia, Gobbi afirmou que teria sido fechado por um veículo branco e não teve como evitar o acidente. Com exceção de uma pessoa que teve fratura exposta na perna esquerda, todas as vítimas ficaram levemente feridas e foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros. Segundo o capitão Elifelete Ferreira Silva, dois feridos foram levados para a Santa Casa de Misericórdia, na região central, dois para o Hospital Universitário, na zona oeste, quatro para o Hospital das Clínicas, também na região, e uma para o Pronto-Socorro do Hospital Vergueiro, na zona sol.  Uma das vítimas, o vendedor Valter Beto dos Santos, de 42 anos, contou que esperava o ônibus para voltar para casa, na Vila das Mercês. Ainda imobilizado, na maca, ele disse que foi tudo muito rápido e sequer viu de onde veio o carro. Ele teve ferimentos na perna direita. Segundo o Hospital das Clínicas, Francisco Brancaccio, de 69 anos, Leda Caprioli Brancaccio, de 66, e Márcio Moleiro Manincor, de 28, passariam a noite em observação. Eles tiveram ferimentos e escoriações leves e estavam conscientes. Os outros hospitais não divulgaram os nomes das vítimas.A parada de ônibus ficou completamente destruída. Das 12 pessoas que estavam no local, apenas três não foram atingidas. Segundo a polícia, o Polo bateu de frente numa das colunas de sustentação do abrigo, que é de concreto armado. Nesse momento, todo a estrutura desabou. A polícia não sabe se as vítimas foram atingidas pelo carro, pela cobertura ou por ambos. Segundo o atendente de uma farmácia em frente ao local do acidente Jânio de Souza, a última vítima a ser resgatada estava embaixo da cobertura do ponto. Souza diz que, em época de aulas, o ponto de ônibus costuma ficar cheio no horário. "Mas como é período de férias, não tinha muita gente." "Não vi a batida, mas parece que os dois carros vinham em alta velocidade, uns 140 km por hora. Porque o ponto era de concreto, bastante forte."

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