Carnaval de SP: a cada 4 turistas, 1 estrangeiro

Nos dias de folia do ano passado, visitantes deixaram na capital R$ 51 milhões

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2011 | 00h00

O carnaval de São Paulo é uma festa, sobretudo de quem faz. Passistas, batuqueiros e foliões somaram no ano passado 107 mil pessoas nos desfiles das escolas de samba e blocos. É quase o mesmo número da plateia nesses locais, contabilizada em cerca de 120 mil pessoas entre paulistanos e turistas de outras cidades e outros países. Isso é o que mostra o primeiro censo do samba paulistano, divulgado ontem pela Prefeitura.

O público ainda fica longe do carnaval carioca, por exemplo - que atraiu 800 mil turistas no ano passado -, mas as cifras são consideráveis. Só as escolas do Grupo Especial investiram em 2010 R$ 27 milhões nos desfiles. A Prefeitura colocou outros R$ 22,7 milhões nas escolas e blocos. O número de turistas foi de 35 mil (24,6% estrangeiros), que deixaram R$ 51 milhões. O gasto médio foi de R$ 1,3 mil durante a permanência de cada visitante.

Para o presidente da SPTuris, Caio Luiz de Carvalho, o evento vem crescendo. "Já temos 7 mil estrangeiros e cresce muito a aquisição de camarotes pelas empresas", diz ele.

O censo mostra que, além dos tradicionais endereços do carnaval, o samba tem presença em todas as regiões da cidade. São ao todo 95 escolas de samba e blocos carnavalescos pela capital, divididos em nove grupos. A maioria está na zona norte, que abriga 32 agremiações - 8 das 22 escolas do Grupo Especial e de Acesso estão por lá.

Além de quem sua a camisa da escola por amor, as agremiações contam com 4.391 empregados assalariados. O ganho médio é de R$ 350 e 39,9% das pessoas trabalham só nas agremiações.

Anual. Segundo a Prefeitura, o estudo, que será anual, representa um diagnóstico da folia paulistana. "O censo traz não apenas dados da geografia do samba, mas mostra aspectos muito importantes para o fortalecimento do samba em São Paulo", declarou o prefeito, Gilberto Kassab (DEM).

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