Carnaval de rua do Rio agora terá esquema 'big brother'

Câmeras instaladas em picapes e em mochilas vão 'espionar' blocos e foliões; são esperados 756 mil turistas na cidade

Clarissa Thomé / RIO, O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2011 | 00h00

O carnaval de rua do Rio será monitorado pela prefeitura. Além das 120 câmeras da Companhia de Engenharia de Tráfego (Cet-Rio), que enviam imagens para o Centro de Operações Rio (COR), os 424 blocos e os cerca de 3 milhões de foliões esperados serão filmados por câmeras instaladas em uma picape - o carro-espião - e em uma mochila apelidada de mochila-vigilante. Este será o primeiro carnaval "big brother".

Os equipamentos serão usados nas áreas em que não há câmeras da Cet-Rio para o monitoramento do trânsito ou nos blocos com maior concentração de pessoas. "Serão os olhos do COR onde não há câmeras fixas. Os equipamentos permitirão tomar decisões mais rapidamente. Se tem um carro estacionado, impedindo a passagem do bloco, mandamos o reboque", afirmou o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório.

O software IPública foi criado pela empresa carioca Total TI, em parceria com a Microsoft, ao custo de R$ 8 milhões. O equipamento já foi testado no réveillon, quando apontou desde tumultos na orla a caçambas de lixo deixadas em local errado. A câmera do carro capta e envia imagens em movimento em 360 graus e em tempo real. Já a mochila, que pesa 20 quilos, será usada nos lugares em que a picape não pode passar.

A centralização de serviços permitirá deslocar equipes, interditar vias e desviar o tráfego, caso o número de foliões ultrapasse o esperado.

Neste ano, as empresas patrocinadoras do carnaval de rua oferecerão 13 mil pontos de banheiros químicos (foram 4,6 mil no ano passado). Haverá equipes de limpeza nesses locais, o que não ocorria nos anos anteriores. De acordo com a Secretaria de Turismo, são esperados 756 mil turistas na cidade, movimentando a economia em US$ 559 milhões.

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