Sergio Neves/Estadão
Sergio Neves/Estadão

Carnaval das escolas de samba vira patrimônio imaterial de São Paulo

Proposta aberta pela Liga Independente das Escolas de Samba de SP foi aprovada pelo conselho estadual de patrimônio

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2020 | 11h37

SÃO PAULO - O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) decidiu, por unanimidade, reconhecer as “práticas carnavalescas do Estado de São Paulo” como patrimônio cultural imaterial paulista. A proposta foi aprovada em reunião na última segunda-feira, 3, e destaca especialmente os “saberes e fazeres ligados às escolas de samba”.

O pedido de registro do carnaval como patrimônio imaterial foi aberto há mais de dois anos pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, entidade representantiva das escolas de samba que desfilam no sambódromo do Anhembi, na capital. A decisão foi oficializada em comunicado publicado no Diário Oficial desta quarta-feira, 5. 

Segundo justificativa da Liga, o registro (o termo “tombamento” não costuma ser utilizado para bens imateriais) “destina-se principalmente a salvaguardar e, assim, elevar e enaltecer manifestações vivas da cultura brasileira e, no caso, paulista”. 

Em 2018, o então governador Márcio França já havia promulgado a lei 16.913/18, baseada em um projeto da deputada Leci Brandão, que declarava os desfiles das escolas de samba como patrimônio cultural imaterial do Estado.

O registro no livro de patrimônio imaterial estadual costuma ocorrer, contudo, apenas após deliberação do Condephaat. O samba paulista e o virado à paulista também são considerados bens culturais imateriais do Estado de São Paulo. 

 

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