Carla estava nervosa no dia do crime, diz amante

Apontada como amante do coronel Ubiratan Guimarães, a delegada da Polícia Federal Renata Madi afirmou, em depoimento lido ontem aos jurados, que Carla Cepollina estava nervosa no sábado, dia 9 de setembro de 2006, quando teria ocorrido o crime.

O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 02h07

Segundo disse à polícia e em juízo - ela não compareceu ao júri -, Renata ligou 27 vezes para a casa do coronel naquele dia, depois de receber mensagens de texto pelo celular dele. Carla teria atendido duas ligações.

Na primeira, Renata falou com o coronel e ele negou que tivesse enviado as mensagens. Na segunda, Carla não passou a ligação para Ubiratan.

"Ela disse que ele não poderia atender porque os dois estavam quebrando um baita pau e o coronel retornaria depois. Em seguida, aumentou o som de um alto-falante. Estava tocando ópera." De acordo com Renata, a voz dela demonstrava nervosismo.

Renata também afirmou que Carla e Ubiratan haviam terminado o namoro. Ela queria casar, ele não. Apenas no terceiro depoimento, a delegada reconheceu que ambos mantinham relacionamento amoroso que havia começado em março de 2006. Segundo ela, a relação sexual era superficial, mas ela estava apaixonada e tinha o apoio da família dela, que sabia do namoro.

O filho da vítima arrolado como testemunha, Fabrício Guimarães, que também não compareceu ao julgamento anteontem, confirmou que Ubiratan tinha terminado o namoro com Carla e pretendia manter um relacionamento estável com Renata. Os depoimentos prestados por ele durante o processo foram lidos aos jurados./ A.F.

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